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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 51

A claridade de uma manhã já atravessava as frestas da janela quando Ayla se remexeu na cama. Assim que o faz, um sorriso tímido e involuntário sai dos seus lábios ao sentir que o seu lado na cama estava perfeitamente preenchido.

Ela se vira para o lado ao despertar, e assiste Juan dormindo perfeitamente ao seu lado, e naquele momento, ela se viu completamente rendida à sua beleza. Mais presa a ele do que achou que seria capaz. E aquilo foi mais que suficiente para fazer sua mente sair mundo a fora e ela se permitiu se entregar aos seus devaneios.

Desde a primeira vez, sempre houve alguma coisa em Juan, que sempre fascinara a Ayla. Algo como a curiosidade desperta pelo passado dele, tanto quanto o anseio para saber qual seria o futuro dele. Com quem seria.

Porque a verdade era que existia bilhões de pessoas ao redor do globo, mas era apenas ele quem Ayla queria. Porque sempre houve alguma coisa nele, ou tudo nele, que a enlouquecia.

Fazia muito tempo desde que, nada daquele jeito, naquela magnitude acontecia com ela. Fazia muito tempo que ela não... Se apaixonava. Aquela era palavra. A maldita e temorosa palavra que ela lutou tanto para não a repetir e se render outra vez.

No meio de suas lutas e medos internos, Ayla ouve um toque na porta, um barulho baixo, mas ainda que tímido, estava ali.

No mesmo instante, ela se afastou da cama. Lentamente, tirou os braços de Juan em torno do corpo dela e se levantou. Tudo no maior silêncio para não o acordar, uma vez que ele dormia tão pacificamente ao seu lado.

Ayla coloca um roupão duas vezes maior que ela e então abre a porta.

—Bom dia, Martha. O que...— ela começa a falar, mas logo é silenciada quando vê quem de fato está em frente ao seu quarto naquela pousada. —Você.

O homem alto e ruivo em sua frente a encara, um olhar de culpa em sua expressão, misturado a olhos de ressaca e de quem passou a noite inteira acordado. A própria personificação de destruição.

—Ayla.— Jeff fala por fim, sua voz está baixa e rouca e sem nenhum animo que era sua característica própria. —Me desculpe parecer aqui, a essa hora, mas...

Ayla interrompe Jeff no mesmo instante, e pedindo que ele se afaste um pouco, ela sai do seu quarto e fecha a porta atrás dela. Porque ela realmente não queria que Juan acordasse e sobretudo, vendo Jeff em frente à sua porta.

—Sim.— Ayla diz finalmente quando se senta mais segura do lado de fora, no meio daquele corredor apertado e escuro.

—Eu precisava falar com você.— Jeff continua e ele parece incapaz de olhar nos olhos de Ayla.

Jeff estava muito envergonhado para Ayla e Ayla sabe que ele realmente deveria se sentir assim, por isso não se esforça muito para arrancar aquela expressão de culpa no rosto de Jeff.

—Pode falar.— É tudo que ela diz, cruzando os braços em frente ao seu peito.

Jeff deixa sua respiração sair exasperada e cansada, enquanto reúne toda sua coragem para finalmente dizer:

—Quero me desculpar ´por ontem. Por ter entendido tudo de um modo equivocado e ter colocado os meus sentimentos e desejos acima dos seus e não a ter a respeitado.

Ayla morde os lábios com força ao relembrar da sensação ruim que a abraçou ao notar o que Jeff estava tentando fazer e ela se pergunta até onde Jeff poderia ter ido se Juan não tivesse aparecido.

Deixando sua mágoa em segundo plano, Ayla foca outra vez nas palavras que saíram dos lábios de Jeff e então pergunta, genuinamente curiosa:

—Por ter colocado seus sentimentos acima dos meus?— os olhos de Ayla estão semicerrados ao encará-lo. —Como o fato de você não saber controlar seus instintos e hormônios pode ser chamado de sentimentos?

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