Juan está encarando aquela mulher, confuso. Ayla se encontra da mesma maneira a encarar sua mãe, que parecia reconhecer Juan de algum lugar.
No entanto, Juan tinha certeza que jamais vira aquela mulher antes, nem sequer sabia da existência daquela cidade, principalmente daquele campo, afastado de todos. Porém, aquela mulher o observava com tanta intensidade que Juan acabou acreditando, de algum modo, que aqueles olhos e que aquela expressão era familiar para ele.
Essa constatação fez um arrepio percorrer a espinha de Juan.
— Perdão, nos conhecemos? —Juan acaba por perguntar.
E como se Andrea tivesse saído de um transe, rapidamente ela desperta e balança a cabeça em negação com intensidade. Ela engole em seco e então sorri.
— Me desculpe. — Ela diz. — Eu só pensei já o ter visto antes, em algum lugar. O seu rosto é familiar, mesmo não sendo um rosto comum.
Andrea continua o analisando, o que deixa Juan desconfortável e um tanto constrangido. Ele odiava ser o centro de atenções e acima de tudo, detestava estar alheio a tudo que de fato estava acontecendo.
— Acho que você já deve ter o visto na televisão, em jornais. — Ayla interfere, porque percebe o desconforto de Juan.
Aquela realmente parecia ser uma razão mais lógica. Por mais que Juan tentasse o máximo ocultar seu rosto e informações da sua vida da mídia, comandar uma multinacional, o deixava vítima dos noticiários.
No mesmo instante em que a frase de Ayla encontra efeito em Andrea, a mulher rapidamente arregala os olhos, leva a mão ao peito e pergunta em sussurros, e completamente empolgada:
— Então se você é famoso, o que o que traz aqui? A esse fim de mundo esquecido por Deus?

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