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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 61

Ryan estava sentado em frente a TV do quarto de hospedes. Ele continuava na casa de Juan, exatamente como tinha prometido, porque Juan não confiaria em mais ninguém para cuidar da Emma pessoalmente.

Ryan sentia que os dias estavam se arrastando, mesmo não tendo ou não podendo ter, tanta pressa. Ele realmente estava sentado, assistindo toda sua vida passar e ele só tinha duas opções: assistir e aceitar.

E ele estava se tornando bom nisso. Estava realmente se tornando melhor em apagar todos planos e esquecer o futuro e aceitar a viver com a metade e com o pouco que o resta.

No entanto, sua companheira de vida, a mulher e o amor da sua vida, todavia não demonstrava isso. Pelo contrário, era notável o brilho e a força de viver tudo, inteiramente, através dos olhos brilhantes de Amanda.

O total oposto da sombra do olhar de Ryan.

—Ela é realmente adorável, não é?— Amanda fala, por fim, assim que Emma sai do carro, anunciando que iria pegar o seu quadrinho favorito para mostrar a ela.

A verdade era que Emma acabava deixando o cotidiano mais divertido, mais leve. Ao menos, para Amanda. Ryan não podia deixar de notar que os olhos de Amanda sempre brilhavam ao brincar com Emma, que ela realmente parecia esquecer de todo o rosto quando estava com a garota.

E é então que Ryan recorda das tantas conversas e planos que ele e Amanda tiveram. Relembra dos diversos nomes que imaginaram juntos: Lauren, Chloe, Isaac, Ben. Nomes de sonhos que jamais serão reais.

—Você ainda se atreveria? Teria coragem?— Ryan pergunta, de repente, tirando os olhos da TV e encarando Amanda com seriedade enquanto tocava sua coxa.

Mesmo depois de tanto tempo, sempre que ele a tocava, a pele dela ainda seguia queimando.

—Do quê?— Amanda pergunta, ainda que já soubesse a resposta, ainda que temesse ouvir e falar aquilo em voz alta.

—Ter filhos.— Ryan é direto em sua indagação.

No mesmo instante, Amanda engole em seco. Parecia existir medo em seu olhar, medo de responder aquilo.

—Não, eu estou bem assim.— Ela diz e morde o interior da sua própria bochecha para afastar as lágrimas.

Ryan sabia que ela estava mentindo. Mas Ryan também sabia que ele estava dando tudo o que podia, mas esse tudo, de certo modo, ainda era a metade de tudo que Amanda merecia. Nunca suficiente.

—Não sei se é possível termos filhos agora.— Ryan continua. —Mas podemos pesquisar, tentar ver se, em minha condição, é possível.

A verdade era que Ryan estava disposto a entregar tudo a Amanda, tudo que estivesse ao seu alcance e mais, ele faria. Porque realmente o matava ver que ela estava sacrificando tudo só para estar com ele.

—Ryan.— Amanda chama de repente e então engole em seco, os olhos presos nos dele. —Eu não quero ter um filho se não for com você, se você não estiver comigo para realizarmos tudo que imaginamos. É um sonho nosso, jamais faria sozinha.

Ryan ficou em silêncio enquanto analisava Amanda. Ele era capaz de ouvir os sussurros nos seus olhos, as palavras que ela não queria dizer. Ela agia como se não me importasse com aquilo, ou com nada. O colocando sempre como prioridade, quando Ryan tinha certeza de que não deveria ser assim.

—Você tem razão.— Ryan concordou, por fim. —Se não posso terminar um sonho com você, não tenho direito de começa-lo.

Amanda sente um nó ainda maior formando-se em sua garganta e por mais que ela lutasse diariamente para controlar seus sentimentos, aquilo pareceu ter sido o suficiente para que tudo que estivesse dentro dela, entrasse em erupção.

—É só isso que você vai falar?— ela pergunta, a voz tão séria que deixa Ryan confuso por um instante.

—O que quer que eu fale?— ele quer saber, realmente confuso.

Amanda deixa sair sua respiração exasperada e então levanta da cama rapidamente, deixando sair toda sua inquietação pelo modo que ela se move com rapidez no quarto, os movimentos bruscos revelando o quanto está sofrendo.

—Que vai lutar. Só mais uma vez.— Amanda diz.

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