—Voltei de viagem hoje e fiquei ciente de sua ausência no trabalho nas ultimas semanas.— continuou o Sr. Johnson, seu olhar perfurante examinando cada expressão no rosto de Ryan.
Ryan levantou os ombros, seu semblante endurecido pela determinação.
—Você e todos na companhia sabem da minha condição.— respondeu ele, sua voz carregada de defesa.
O Sr. Johnson estudou Ryan por um momento antes de oferecer uma solução.
—Estou disposto a oferecer uma licença premium para que você possa se recuperar adequadamente.
A oferta do Sr. Johnson ecoou na sala, mas Ryan sacudiu a cabeça com obstinação.
—Eu não quero uma licença. Eu quero me aposentar—, declarou ele, sua voz firme e inabalável.
Um brilho de desafio reluziu nos olhos do Sr. Johnson.
—Você sabe que não pode escapar assim. Você sabe que há mais em jogo do que apenas sua vontade.
Um arrepio percorreu a espinha de Ryan. Ele sabia que não poderia mais adiar o inevitável confronto.
—Você sabia desde o início que isso aconteceria— murmurou ele, uma confissão pesada em seus lábios.
O Sr. Johnson apertou os punhos, sua expressão endurecida.
—Você tinha tudo em suas mãos, Ryan. Você poderia ter tido tudo. Mas você escolheu o caminho mais difícil.
Um silêncio pesado se instalou entre os dois homens, um confronto de vontades e segredos não ditos.
A questão era: o que Ryan estava escondendo?
Mas antes que qualquer um deles pudesse formular mais perguntas, o Sr. Johnson se virou abruptamente.
—Eu tenho que ir— disse ele, sua voz carregada de frustração e raiva contida. —Mas saiba que isso ainda não acabou, Ryan. Não para mim e muito menos para você.
E com isso, o Sr. Johnson saiu pela porta, deixando Ryan sozinho com seus segredos sombrios e um sentimento crescente de desespero.
Ryan pensou no que o seu curto o futuro reservava para ele agora que a verdade estava prestes a ser revelada. A verdade terrível.
Enquanto Ryan lutava com seus próprios demônios internos, uma sensação de fraqueza repentina o atingiu, como se o peso do mundo repousasse sobre seus ombros já cansados. Ele vacilou, agarrando-se à parede em busca de apoio, mas seus músculos falhavam, incapazes de sustentar seu peso e deixando-o à mercê da gravidade implacável.
Um zumbido crescente preencheu seus ouvidos, ecoando como um alarme ensurdecedor, enquanto seu campo de visão se estreitava, mergulhando-o em uma escuridão inclemente. Ele mal teve tempo para registrar o vaso que esbarrou e se espatifou no chão antes de sucumbir ao desmaio, seu corpo cedendo à exaustão e à dor que o consumiam.
—O que foi isso?— Amanda pergunta ao ouvir o barulho que estrondou pela casa do andar de cima, um som que cortou o ar como uma lâmina afiada.

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