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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 135

Amber

Meu coração batia como se estivesse correndo uma maratona enquanto subia as escadas do prédio. A digital ainda funcionava, emitindo o clique familiar da porta se destrancando. Um alívio passageiro, mas suficiente para me fazer entrar no apartamento com a sensação de que talvez algo estivesse prestes a se revelar.

"Nos deixe verificar primeiro, senhora," um dos seguranças disse, segurando a porta. Assenti impaciente, cruzando os braços enquanto esperava no corredor. Meu olhar varria as paredes, cada segundo se esticando como uma eternidade.

Assim que eles liberaram a entrada, passei direto por eles, jogando minha bolsa no sofá e correndo para o quarto. Não havia tempo a perder. Comecei a abrir caixas, jogando roupas, papéis e objetos no chão em uma busca frenética.

"Vamos, vamos," murmurei para mim mesma, batendo com a palma na testa, como se pudesse forçar minha memória a me ajudar. A dor de cabeça começou a latejar, mas não diminuiu minha determinação.

O pen drive. Tinha que estar aqui.

Cada caixa aberta parecia me levar a lugar nenhum. Puxei gavetas, revirei o guarda-roupa, espalhando roupas pelo chão como se estivesse tentando desenterrar algo perdido no fundo, de uma mente que não colaborava. A frustração fervia no peito.

"Não posso deixá-los um dia seques sozinhos?" A voz de Magnus me fez pular. Ele estava encostado no batente da porta, os braços cruzados, olhando para o caos que eu havia criado.

Soltei uma risada seca, tentando mascarar meu cansaço. "Acho que Peter e Martina finalmente se uniram. Não é possível tanta coisa estar acontecendo ao mesmo tempo."

"É o que parece," ele respondeu, caminhando até mim. "A diferença é que eles estão frustrados porque têm pouco controle."

"Se eles não têm controle," falei, ainda ajoelhada entre as caixas espalhadas, "imagine nós."

Ele se abaixou, pegando uma camisa que eu havia jogado sem pensar. "O que exatamente você está procurando?"

"Um pen drive," suspirei, esfregando as têmporas. "Quer ajudar? Leo ainda tem aquela reunião hoje, e depois de tudo isso... ele deve estar louco para ir para o hotel e quer que eu participe com ele."

"A reunião foi remarcada," Magnus informou, lançando-me um olhar atento. "Ele deve estar chegando em breve."

"Cancelada, por quê? Dou conta, só preciso de mais um minutinho." bati em minha cabeça de novo, frustrada.

"Ele não tem cabeça para pensar em reunião, depois do atentado de hoje."

"Então foi mesmo um atentado?" questionei o olhando e ele confirmou.

Antes que eu pudesse responder, Magnus interrompeu. "Se você decidir alugar," ele comentou casualmente, "tenho certeza de que a Dra. Gabriela adoraria o apartamento. Ela está procurando algo mais seguro e aqui com certeza se encaixa em todas as exigências."

Minhas mãos apertaram a camisa que eu tinha pego no chão. Olhei para o quarto mais uma vez, sentindo uma mistura de tristeza e aceitação. Leonardo tinha razão. Talvez fosse hora de deixar este lugar ir.

"Eu não sei..." murmurei, minha voz carregada de dúvida.

Leonardo envolveu minha cintura por trás, puxando-me gentilmente para si. O calor do seu corpo contra o meu era reconfortante, sua presença um lembrete de que eu não estava sozinha. Ele pousou o queixo no meu ombro, sua voz baixa em meu ouvido. "Não se apresse, B. Vamos fazer isso juntos. Mas não se esqueça que você já tem um lar."

Fechei os olhos por um momento, absorvendo suas palavras. Ele estava certo. Meu lar era onde eles estavam. Mas abrir mão do apartamento parecia abrir mão de uma parte importante de mim mesma.

"Tudo bem," sussurrei finalmente. "Vamos levar tudo."

Leonardo me virou para encará-lo, seus olhos buscando os meus. "Não precisa decidir agora. Vamos aos poucos."

Ele beijou minha testa suavemente, como uma promessa silenciosa.

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