Entrar Via

Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 136

Leonardo

O som das caixas sendo abertas e fechadas ecoava pelo quarto como um lembrete constante da busca incessante. Quando Magnus finalmente encontrou o fundo falso no guarda-roupa, todos os meus sentidos se aguçaram. Lá estava ele, o pequeno pen drive que parecia carregar mais peso do que seu tamanho sugeria.

"Vamos para a empresa," sugeri, já formulando um plano em minha cabeça. "Podemos analisar isso com segurança lá."

"Não," Amber respondeu imediatamente, pegando o pen drive da mão de Magnus. "Vou ver isso aqui mesmo."

Olhei para ela, meus olhos estreitando. "Você lembrou a senha do seu computador?"

"Não," admitiu, já ligando o computador. Seus dedos tamborilavam na mesa enquanto esperava o sistema inicializar, a impaciência transbordando dela.

Suspirei, sabendo que argumentar seria inútil. Ela estava determinada, como sempre. Me posicionei atrás dela, observando enquanto ela começava a digitar freneticamente, tentando diferentes combinações. A frustração ficou evidente em seus movimentos bruscos e no jeito que apertava os dentes.

"Calma," murmurei, começando a massagear seus ombros. Seus músculos estavam rígidos como uma corda prestes a arrebentar. "Não force tanto. As coisas vêm naturalmente."

"Estou cansada de não ter respostas," ela rebateu, mas o toque parecia acalmá-la, pelo menos um pouco. Continuei os movimentos suaves enquanto ela respirava fundo, concentrando-se novamente na tela.

De repente, seus olhos brilharam, e ela deu um pequeno pulo na cadeira. Seus dedos voaram pelo teclado, e um som satisfatório indicou que a senha estava correta.

"Consegui!" exclamou, girando para me olhar, seu sorriso iluminando o momento.

"Ótimo," respondi, retribuindo o sorriso. "Agora insira o pen drive."

Ela fez isso rapidamente e, em seguida, levantou-se, cedendo-me o lugar. "Sua vez. Eu não sei o que fazer a partir daqui."

Sentei-me, ajustando-me à cadeira. Comecei a navegar pelos arquivos, uma mistura de familiaridade e surpresa surgindo conforme os abria. Alguns eram a primeira versão do projeto que já conhecia, mas outros...

Franzi a testa ao encontrar uma série de pastas criptografadas. Minha mente estava trabalhando a mil, tentando entender o que aquilo significava. Havia algo ali que escapava, algo que ainda não conseguia conectar.

"E então?" Amber perguntou, inclinando-se sobre meu ombro. Sua voz estava carregada de expectativa. "Está certo? O que tem aí?"

"Preciso de mais tempo," admiti, ainda concentrado na tela. "Tem muita coisa aqui que preciso analisar com calma e que você veja comigo, pois a especialista em dados aqui é você, eu só sei o básico." ela me olhou triste.

Ela soltou um suspiro pesado, mas assenti quando percebi a aceitação em seu rosto. Magnus já estava desmontando o computador com eficiência. Amber e eu deixamos o apartamento, e eu a guiei em direção à porta, mantendo minha mão na base de suas costas.

Havia algo naqueles arquivos, algo que Peter e Martina não queriam que descobríssemos. Mas agora estávamos um passo à frente, e dessa vez, não deixaríamos nada passar.

"Magnus," chamei antes de sair, "certifique-se de que tudo seja movido com segurança. Nada pode se perder nessa mudança."

"Entendido," ele respondeu, já organizando a bagunça.

Amber parou por um momento na entrada, olhando para trás, para o apartamento. Sabia que ela estava relutante em deixá-lo, mas também sabia que essa era a decisão certa. Coloquei meu braço ao redor de seus ombros e a puxei suavemente para perto.

"Confie em mim," sussurrei. "Estamos no caminho certo."

Ela apenas assentiu, mas o aperto de sua mão na minha dizia mais do que qualquer palavra. Amber estava comigo, e permaneceria assim.

"Eu confio, com todo meu coração!"

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Os Gêmeos inesperados do CEO