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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 171

Magnus

Desde o momento em que Gabriela mencionou gostar de filmes de ação e terror, algo dentro de mim mudou. Sempre a enxerguei como alguém delicada, sensível, até um pouco reservada. Mas agora, percebia que talvez tivesse subestimado quem ela realmente era. Ela não apenas acompanhava a conversa com confiança, mas parecia se destacar nela.

Enquanto ela falava, seu sorriso surgia com mais frequência, e cada vez que isso acontecia, eu sentia uma onda de admiração que não estava acostumado a lidar. Era um sorriso genuíno, animado, que deixava claro o quanto ela estava à vontade. Gabriela e Amber conversavam sobre fazer compras juntas, trocando sugestões sobre o que poderiam procurar.

Olhei para Leonardo, que estava recostado no sofá, assistindo à interação delas com um sorriso no rosto. Era interessante ver uma amizade surgir ali, especialmente porque Amber não era alguém que se abria facilmente para novas conexões.

Por um breve momento, tudo parecia incrivelmente simples: companheirismo, conversas leves e sorrisos por toda parte. Era um contraste com o caos constante que normalmente rodeava nossas vidas. Uma parte de mim desejou que as coisas pudessem sempre ser assim.

"Bom, acho que está na hora de irmos," Leonardo anunciou, esticando os braços e se levantando do sofá.

Amber concordou, pegando seu casaco. "Vocês querem ajuda com as taças?"

"Não precisa," respondi, gesticulando com a mão. "Podemos cuidar disso."

Gabriela sorriu para Amber. "Foi ótimo. Espero que possamos fazer isso mais vezes."

"Com certeza," Amber respondeu, puxando Leonardo pela mão.

Nós os acompanhamos até a porta, despedindo-nos com palavras gentis e promessas de um próximo encontro. Assim que a porta se fechou, o silêncio da casa parecia mais presente do que nunca.

Gabriela olhou para mim, sorrindo de forma breve. "Deixe-me ajudar com as taças antes de ir."

"Não precisa, eu faço isso," comecei, mas ela já estava indo em direção à sala para recolhê-las.

Sem muito argumento, fui atrás dela, pegando algumas das taças que restavam na mesa. Quando as colocamos na cozinha, ela suspirou suavemente. "Está na hora de eu ir também."

Eu não queria que a noite terminasse. Algo sobre tê-la ali, perto, fazia tudo parecer... certo. "Eu te levo," ofereci rapidamente.

Ela riu, ajeitando o cabelo. "Estou de carro, Magnus. Não precisa se preocupar."

"Não importa," insisti. "Depois mando alguém levar seu carro para você."

Ela me olhou, curiosa, mas não discutiu. "Tudo bem," respondeu, dando de ombros, e por um instante, achei que ela também não queria que o momento terminasse.

Ela parou, virando-se para me encarar com uma expressão curiosa. "Sim?"

Não perdi tempo. Caminhei até ela rapidamente, minha mão indo para a nuca dela enquanto a puxava para mim. Antes que ela pudesse reagir, pressionei meus lábios contra os dela, colocando tudo o que estava guardado dentro de mim naquele beijo.

Gabriela hesitou por um momento, mas logo senti sua resposta, os braços dela subindo para envolver meu pescoço. Era como se o mundo tivesse desaparecido, deixando apenas nós dois no meio daquela noite tranquila.

Quando finalmente nos afastamos, ambos respirávamos de forma irregular. Ela me olhou, surpresa, mas sem qualquer sinal de rejeição.

"Desculpa," murmurei, minha voz mais rouca do que o normal.

Ela balançou a cabeça antes que eu pudesse continuar, seu sorriso suave silenciando qualquer outra palavra que eu pudesse dizer. Com delicadeza, pressionou os dedos contra os meus lábios, como se dissesse que não havia necessidade de explicações. Então, ficando na ponta dos pés, puxou-me para outro beijo, este mais lento, mais profundo, como se houvesse uma conversa silenciosa entre nós.

Quando se afastou novamente, seus olhos encontraram os meus com uma mistura de timidez e determinação. "Quer entrar?" ela perguntou, sua voz baixa, mas clara, um convite que fez meu coração disparar.

A tentação era inegável, e pela primeira vez em muito tempo, não senti nenhuma razão para resistir.

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