Entrar Via

Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 201

Amber

Meus dedos estavam entrelaçados no tecido da blusa enquanto caminhávamos pelo corredor da clínica. O ambiente tinha um cheiro sutil de álcool e lavanda, aquele típico aroma de lugar estéril, limpo, mas não frio.

Ainda assim, meu coração batia forte dentro do peito.

Não era medo.

Era… expectativa.

A última vez que estive em um consultório assim, eu estava sozinha.

Peter me acompanhou, claro. Mas ele nunca esteve realmente presente. Ele fez perguntas protocolares, sorriu quando o médico o encarou, mas assim que saímos, ele não demonstrou nada. Para ele, a minha gravidez foi uma inconveniência que precisou ser resolvida da maneira menos escandalosa possível.

Mas agora…

Agora, quando olhei para o homem ao meu lado, tudo era diferente.

Leonardo caminhava ao meu lado, um leve sorriso dançando nos lábios, os olhos atentos a cada movimento meu. Ele parecia… empolgado. Como se estivesse prestes a entrar em um dos momentos mais importantes da vida dele.

E ele estava.

Porque, por mais que Bella e Louis fossem seus filhos, ele nunca teve a chance de vivenciar nada disso comigo. E dessa vez, ele estaria presente para cada detalhe.

Quando paramos em frente à sala do Dr. Moores, senti minha respiração falhar por um segundo.

E então, o médico apareceu na porta, sorrindo para nós.

"Senhor Martinucci, senhorita Bayer. Vamos entrar?"

No mesmo instante, minha mão se ergueu involuntariamente e agarrou a de Leonardo.

Ele reagiu sem hesitação. Seus dedos se entrelaçaram aos meus, firmes, aquecendo minha pele fria e úmida. Ele não disse nada, mas apertou minha mão com força, trazendo-me para mais perto dele.

Eu o olhei, e ele apenas sorriu, um sorriso carregado de certeza.

"Estou aqui," ele murmurou, como se soubesse exatamente o que eu precisava ouvir.

E, de repente, o medo desapareceu.

Nós seguimos o médico até a sala, onde a maca já estava preparada. O equipamento de ultrassom estava ligado, a tela piscando em tons de azul e cinza. A enfermeira ajustava os materiais ao lado, e meu coração martelava tão forte que eu podia ouvir o sangue zunindo nos ouvidos.

Me deitei na maca, sentindo um frio estranho percorrer minha pele enquanto a enfermeira levantava minha blusa e abaixava um pouco o cós da calça para aplicar o gel frio sobre minha barriga.

Minhas mãos tremiam, um leve tremor percorrendo meus dedos enquanto eu tentava controlar a ansiedade. Mas toda vez que olhava para Leonardo, ele estava sorrindo. Não para a tela, não para o médico—para mim. E em seus olhos não havia dúvida, preocupação ou medo. Havia expectativa, havia amor. Respirei fundo, sentindo o peso da emoção apertar meu peito. Eu não estava sozinha. .

Dr. Moores pegou o transdutor e começou a deslizar sobre minha barriga, os olhos atentos na tela. O som suave do gel sendo espalhado pelo aparelho era a única coisa que quebrava o silêncio.

O tempo parecia se estender, se arrastar, enquanto ele passava o aparelho para um lado e depois para o outro.

Ele não disse nada de imediato. Apenas movia o transdutor, ajustava o ângulo e apertava botões no teclado do equipamento.

O clima ficou tenso.

"Minha mente foi sugada para o passado, para aquele dia frio e estéril onde eu estava deitada em uma maca semelhante, sozinha, esperando por alguma reação de um homem que jamais se importou. O vazio daquela lembrança me engoliu, me prendendo no momento exato em que Peter desviou o olhar, em que sua frieza fez meu coração desmoronar.

Mas então, algo na tela chamou minha atenção.

Meu coração parou.

Minha garganta secou.

O formato… as imagens… eu já tinha visto aquilo antes.

"Meu Deus…" minha voz saiu baixa, um sussurro surpreso.

Eu levei as mãos ao rosto, rindo em meio às lágrimas, tentando absorver tudo isso.

Gêmeos.

Outra vez.

Era como se a vida estivesse nos dando uma segunda chance.

Senti Leonardo pegar minha mão novamente, seus dedos apertando os meus, e quando olhei para ele, a surpresa já tinha dado lugar a algo muito maior.

"Dois…?" Ele repetiu, como se quisesse ter certeza.

Assenti, as lágrimas ainda escorrendo. "Dois, Leo."

E então ele riu.

Um riso puro, genuíno, aquele tipo de riso que faz o peito esquentar.

Ele se inclinou e me beijou na testa, seus lábios quentes contra minha pele fria.

"Isso é inacreditável."

Moores continuava o exame, tirando as medidas e garantindo que estava tudo bem. Mas para mim, nada mais importava.

Eu olhava para Leonardo, e tudo que eu via era felicidade. Bruta. Radiante. Incontida. Não importavam as dores do passado, os anos que nos foram arrancados, as feridas que ainda cicatrizavam. Não importavam as barreiras que ainda precisávamos derrubar.

Nada poderia roubar esse momento—um momento que me foi negado na primeira gravidez.

Desta vez, eu não teria medo.

Porque, desta vez, o pai dos meus filhos estava aqui.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Os Gêmeos inesperados do CEO