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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 202

Leonardo

Meu coração martelava no peito.

Eu já esperava sentir a emoção de ver nosso bebê pela primeira vez, mas não estava preparado para isso.

"Parabéns," a voz do Dr. Moores ecoou pela sala, carregada de um humor contido. "Vocês serão pais de gêmeos novamente."

Foi como se o ar tivesse sido arrancado dos meus pulmões. Meu cérebro travou por um segundo, incapaz de processar o que tinha acabado de ouvir. Dois. De novo. Meu coração deu um salto no peito, meu estômago revirou, e por um instante, eu simplesmente não consegui falar.

Meus olhos se arregalaram enquanto olhava para o monitor. O médico apontava para os dois sacos gestacionais, ampliando as imagens. Eram pequenos, minúsculos, mas estavam ali. Os nossos bebês.

"Espera… o quê?" Minha voz saiu rouca, quase falhando.

Amber já estava chorando, a mão sobre a boca, os olhos vidrados na tela. O sorriso que ela deu entre as lágrimas foi suficiente para que toda a surpresa se transformasse em algo muito maior.

Alegria.

Orgulho.

Um amor esmagador.

Me virei para ela, pegando sua mão com força, entrelaçando nossos dedos como se quisesse gravar aquele momento na pele.

"Dois, Amber?" Minha risada foi pura incredulidade, carregada de felicidade. "De novo?"

Ela apenas assentiu, soluçando em meio ao riso.

"Isso é inacreditável," murmurei, levando sua mão até meus lábios e beijando cada um de seus dedos.

O Dr. Moores continuou a passar o transdutor sobre sua barriga, analisando os batimentos cardíacos de ambos os bebês.

"Sete semanas," ele informou. "Ambos estão com o crescimento adequado, batimentos fortes. Parece que estão bem acomodados."

Amber apertou minha mão ainda mais forte.

Eu nunca tinha ouvido um som tão perfeito quanto o eco dos pequenos corações batendo.

"Isso significa que já dá para saber o sexo?" Perguntei, sem conseguir esconder a ansiedade.

O médico riu. "Ainda não, senhor Martinucci. Mas, se a ansiedade for grande, talvez consigamos um palpite na próxima consulta."

Sorri, olhando novamente para a tela. "Parece que vou precisar redecorar nossa casa, não é?"

Amber soltou uma risada, os olhos ainda marejados.

"Louis e Bella vão enlouquecer com essa notícia."

O pensamento me fez rir.

"Vamos contar ainda hoje, mas quero uma surpresa.," falei, pressionando um beijo contra sua testa. "Vou planejar tudo para que seja perfeito."

O médico ainda analisava a imagem quando seu olhar se tornou mais atento.

"Bem, aqui está algo interessante."

Minha atenção voltou imediatamente para a tela.

"Olhem só isso."

Ele apertou alguns botões e mudou o ângulo da imagem. E então… ali estava.

O pequeno objeto metálico, solto, deslocado.

Meu sorriso sumiu.

"Isso é…" Amber começou, a voz falhando.

"O DIU," Moores completou. "Parece que não está mais na posição correta há algum tempo."

Minha garganta se fechou.

Então era isso. O impossível tinha acontecido.

Amber prendeu a respiração, os olhos arregalados. Sua mão apertou a minha com força, quase como um reflexo involuntário.

'Quer dizer que…' sua voz falhou, quase um sussurro. 'Que isso pode machucar os bebês?'

O médico franziu o cenho e balançou a cabeça de imediato.

'Não. O DIU está solto, mas já está fora da cavidade onde os bebês estão crescendo. Não há riscos para a gravidez.'

Amber mordeu o lábio, olhando para mim, antes de soltar um suspiro longo.

"Sua reação," ela disse, com um sorriso fraco. "Isso… tira um peso das minhas costas."

Minha respiração travou.

"Você teve medo de como eu reagiria?" Minha voz saiu mais baixa do que eu esperava.

Ela apenas assentiu.

E aquilo doeu.

"Eu soltei o cinto, me inclinando no banco do passageiro. Minhas mãos deslizaram até sua barriga, e toquei com a ponta dos dedos, como se estivesse conhecendo aquele momento pela primeira vez.

Amber segurou o fôlego.

Levantei um pouco sua blusa e encostei meus lábios ali, sentindo o calor de sua pele contra a minha.

'Oi, piccolinos.'

Ela soltou um riso trêmulo, os dedos deslizando lentamente pelo meu cabelo.

'Eu sou o papai,' sussurrei, pressionando um beijo suave. 'E eu já amo vocês mais do que qualquer coisa nesse mundo. Não vejo a hora de segurar vocês nos meus braços.'

Amber respirou fundo, como se absorvesse cada palavra. Seus dedos acariciaram meus cabelos com delicadeza, como se quisesse eternizar aquele momento.

E então, com a voz embargada, ela murmurou algo que fez o mundo parar.

'Eu te amo.'

Minha respiração falhou. O tempo congelou.

Levantei a cabeça, encontrando seus olhos cheios de lágrimas.

E sem hesitar, puxei-a para um beijo que carregava tudo, o amor, a espera, o desejo de nunca mais a soltar.

Nossos lábios se encontraram com força, com desejo, com emoção. Ela se entregou sem resistência, suas mãos segurando meu rosto enquanto eu segurava sua nuca, aprofundando o beijo.

O mundo desapareceu. Só existíamos nós dois.

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