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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 212

Leonardo

Minha paciência estava no limite. Meus nervos, em frangalhos. Minha empresa, minha família, tudo que construí foi ameaçado por traidores que estavam mais perto do que eu jamais poderia imaginar. Mas agora, o jogo acabou.

"Magnus, abra essa porta," ordenei, minha voz soando cortante, fria, como uma lâmina prestes a rasgar o silêncio sufocante do corredor.

Magnus assentiu, deslizando a mão para dentro do paletó e pegando a chave-mestra. O clique ecoou no silêncio tenso, e com um empurrão seco, a porta se abriu.

Entrei primeiro, os olhos varrendo o ambiente e parando diretamente em Nádia, que estava de costas para nós, parada diante da pia, como se tivesse sido pega no flagra. Mas o que realmente fez meu sangue gelar foi a segunda figura ao lado dela.

Layla.

Minha assistente.

A mulher que por anos esteve ao meu lado, organizando minha agenda, cuidando dos detalhes da minha rotina, sabendo de cada passo que eu dava.

Ela e Nádia se viraram ao mesmo tempo, os olhos arregalados, os rostos pálidos.

Layla deu um passo para trás, levantando as mãos como se isso fosse convencê-los de sua inocência.

"Senhor Martinucci," começou ela, a voz hesitante, forçando uma calma que não existia. "Eu... eu só estava ajudando a Nádia. Ela estava passando mal..."

Eu soltei uma risada curta e sarcástica.

"Passando mal?" cruzei os braços, estreitando os olhos. "E acha que eu ainda tenho cara de idiota para acreditar nisso?"

Nádia engoliu em seco, e Layla deu mais um passo para trás, os olhos varrendo a sala, buscando uma saída, uma desculpa, qualquer coisa.

"Eu... eu não sei do que o senhor está falando," Layla insistiu, mas sua voz falhava a cada sílaba.

"Você sabia tudo sobre mim," avancei lentamente, sentindo o gosto da fúria queimando minha garganta. "Cada contrato, cada passo que eu dava dentro dessa empresa. E agora, finalmente entendo como conseguiram acesso às minhas finanças."

Layla apertou os lábios, os olhos implorando, mas eu não sentia mais nada além de desprezo.

"Você era meu braço direito aqui dentro, Layla," continuei, minha voz carregada de veneno. "E o tempo todo, você me apunhalava pelas costas."

Nádia tremia, os lábios pressionados em uma linha fina, mas seu olhar... ah, seu olhar ainda tinha faíscas de arrogância.

"Vocês duas tentaram me derrubar," rosnei. "Mas agora acabou. Foram pegas. E não tem mais para onde correr."

Nádia apertou os punhos, o medo começando a aparecer em seus olhos. Layla, por outro lado, já estava à beira do desespero, seu corpo tremendo levemente.

O som de saltos ecoou pelo banheiro de mármore, e antes que eu pudesse me virar, Amber entrou, os olhos flamejando de ódio puro.

As duas mulheres encolheram os ombros instintivamente.

"Vocês são duas imbecis," Amber cuspiu, cruzando os braços e analisando-as como se fossem dois ratos encurralados. "Se deixaram seduzir pelo jogo sujo do Peter. Um homem sem escrúpulos, sem moral, e completamente falido."

Nádia rangeu os dentes, a fúria agora tomando conta dela.

"Você não deveria ter voltado!" ela explodiu, a voz carregada de frustração. "Tudo estava acontecendo da maneira certa. Mas aí, você volta e estraga tudo! Por sua culpa, o nosso plano foi descoberto!"

O medo de alguém que sabia que sua ruína era iminente.

Os policiais se aproximaram, puxando as algemas e colocando-as nos pulsos das duas. Layla soluçou, o desespero transbordando.

"Por favor, Leonardo," ela sussurrou, os olhos brilhando com lágrimas. "Eu não queria... Eu só..."

"Eu não me importo," respondi, a voz afiada como lâmina. "Agora, vocês duas vão ter bastante tempo para refletir sobre as escolhas de merda que fizeram."

Nádia manteve o queixo erguido enquanto os policiais as escoltavam para fora do banheiro, as algemas tilintando no silêncio do ambiente.

Minha respiração estava pesada. Minhas mãos se abriram e fecharam ao lado do corpo, a fúria ainda queimando em cada fibra do meu ser.

Amber se aproximou e segurou minha mão, seu toque quente contra minha pele gelada.

"Acabou," ela sussurrou, apertando meus dedos entre os seus.

Respirei fundo, tentando acalmar meu coração acelerado.

Mas então olhei para ela.

Olhei nos olhos da mulher que sofreu nas mãos desse desgraçado, que teve a vida arrancada e distorcida...

E senti meu sangue ferver de novo.

"Não," murmurei, meu olhar se tornando gélido. "Só vai acabar quando Peter também estiver preso."

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