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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 220

Magnus

As informações sobre Albus Cannon estavam se encaixando como um quebra-cabeça maldito, e tudo apontava para atividades ilegais envolvendo o nome. Era um pseudônimo, um fantasma criado para encobrir negócios sujos. Enquanto minha equipe começava a cruzar os dados, eu sentia o peso da responsabilidade em cada decisão que tomava. A ameaça estava longe de ser eliminada, e eu precisava descobrir quem estava atrás de Leonardo, Amber e as crianças antes que algo pior acontecesse.

Peguei o celular, passando os olhos pelas mensagens. E então, lembrei-me de Gabriela.

Eu prometi que a veria, mas o dia tinha me engolido.

"Certo, eu tenho que ir agora. Me mantenham informado de tudo que descobrirem." falei para a equipe e saí as pressas, entrando no carro e só parando assim que cheguei na frente da clínica onde seu carro ainda estava parado.

Digitei rapidamente uma mensagem:

“Estou aqui na clínica. Quero te levar para casa.”

Esperei. Minutos que pareciam horas. Finalmente, a resposta veio.

“Estou descendo.”

Suspirei, desligando o motor enquanto olhava para a porta da clínica. Quando ela saiu, percebi imediatamente que algo estava errado. Gabriela parecia tensa. O sorriso que ela sempre tinha para mim estava ausente. Ela entrou no carro devagar, como se cada movimento fosse medido, e começou a colocar o cinto.

Foi então que vi.

Uma marca vermelha em seu braço. Grande o suficiente para me fazer perder o controle por dentro.

“Gabriela,” minha voz saiu firme, mas baixa. “O que é isso no seu braço?”

Ela congelou por um segundo, puxando a manga da camisa para cobrir a mancha. “Não é nada,” disse, olhando para frente.

“Não é nada?” Meu tom subiu, minha paciência desaparecendo no mesmo instante. “Isso não parece nada, Gabi.”

“Magnus, por favor, não comece,” ela murmurou, sem olhar para mim.

Minhas mãos apertaram o volante, minha mandíbula travando. Liguei o carro, deixando o motor rugir enquanto saíamos da frente da clínica.

Ela permaneceu em silêncio durante todo o trajeto até o prédio dela, mas sua tensão era palpável. Estacionei e saí do carro rapidamente, abrindo a porta do passageiro para ela. Gabriela desceu sem dizer nada, caminhando à minha frente até o apartamento. Assim que entramos, eu joguei as chaves sobre a mesa dela e cruzei os braços.

“Quero uma explicação. Agora.”

Ela suspirou, evitando meu olhar enquanto tirava os sapatos. “Não tem nada para explicar. Não é nada, Magnus.”

“Não é nada?” Minha voz ficou mais alta, reverberando pelo espaço silencioso. “Você tem marcas no braço! Isso é alguma coisa, sim.”

Ela parou no meio da sala, seu corpo tenso. “Você está exagerando.”

“Então me explica,” insisti, meu peito apertado. “Me diz o que está acontecendo, Gabi.”

Ela permaneceu em silêncio, o rosto voltado para a janela, as mãos tremendo.

“Eu não posso,” murmurou finalmente.

“Você pode,” retruquei, me aproximando dela novamente. Segurei seus ombros, forçando-a a me encarar. “Gabriela, olha pra mim. Eu preciso saber. Me conta quem fez isso com você.”

Ela balançou a cabeça, os olhos transbordando. “Você não entenderia. Não pode entender.”

Soltei seus ombros, dando um passo para trás, tentando conter a raiva e a frustração que pulsavam dentro de mim. Passei a mão pelos cabelos, respirando fundo.

“Eu não vou insistir agora,” falei finalmente, minha voz mais baixa, mas ainda firme. “Mas você precisa saber que eu estou aqui. E quem quer que tenha feito isso com você, Gabi, eu vou encontrar. E quando eu encontrar...”

Não terminei a frase. Não precisava.

Gabriela me olhou, surpresa com minha declaração. Por um momento, achei que ela fosse se abrir, que fosse me contar. Mas então, ela desviou o olhar novamente, voltando a fechar as portas que eu tanto queria abrir.

“Eu só quero ficar sozinha agora,” disse ela, quase em um sussurro.

“Mas eu não vou te deixar sozinha,” seus olhos se arregalaram, enquanto eu abria meus braços para ela. Não demorou muito quando ela correu em minha direção e se aninhou em meu peito. "Foda-se o que você acha que eu preciso saber, ninguém toca no que é meu. E você é definitivamente minha."

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