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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 221

Magnus

Gabriela ainda estava aninhada no meu peito, os soluços diminuindo, mas sua tensão ainda era palpável. Passei a mão pelos cabelos dela, tentando acalmá-la, enquanto meu coração batia acelerado, uma mistura de frustração, preocupação e algo que eu sabia que não podia ignorar.

"Você vai fazer suas malas," declarei, minha voz firme, mas sem elevar o tom.

Ela ergueu a cabeça para me encarar, seus olhos vermelhos e arregalados. "O quê?"

"Você vai fazer suas malas, Gabriela," repeti, mantendo o olhar fixo no dela. "Você vai para Aspen comigo."

Ela se afastou do meu peito, cruzando os braços e olhando para o lado. "Foi para isso que te chamei aqui... para te dizer que não vou para Aspen."

Minha risada saiu seca, quase cortante. "Você vai sim." Me aproximei novamente, impondo minha presença. "Não vou para outro lugar sabendo que você está correndo risco."

"Magnus, eu não posso!" ela respondeu, a voz mais firme agora, mas ainda trêmula.

"Por que não?" questionei, estreitando os olhos, minha paciência começando a se esgotar.

Ela abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Respirou fundo, os olhos fugindo dos meus, como se estivesse procurando a resposta certa, mas parecia incapaz de dizê-la.

"Gabi," murmurei, segurando o rosto dela entre os meus dedos, obrigando-a a olhar para mim. Meus polegares acariciaram suavemente suas bochechas enquanto eu me aproximava. Então, sem pensar duas vezes, depositei um beijo leve em seus lábios. Não era sobre paixão, não era sobre desejo. Era sobre quebrar a barreira que ela havia erguido.

Quando me afastei, ela abriu os olhos devagar, o brilho nos seus olhos revelando mais do que ela queria admitir.

"O que você sentiu?" perguntei, minha voz baixa, mas carregada de intensidade.

"Paz," ela respondeu quase em um sussurro.

"Quando está comigo," continuei, meus olhos fixos nos dela, "o que você sente?"

Ela hesitou, mas depois de um momento, soltou um suspiro resignado. "Eu me sinto segura."

"Então por que está lutando contra isso agora?"

Ela se afastou, soltando uma risadinha curta, mas amarga. "Os papéis se inverteram agora? Você virou o terapeuta?"

"Eu não estou brincando, Gabi," retruquei, irritado. "Por que está tão resistente a nós? Ao que estamos construindo?" Meus olhos se estreitaram, meu tom se tornou mais intenso. "Eu achei que você estava feliz. Eu achei que gostava de estar comigo."

"Eu gosto, Magnus. Muito," ela disse, sua voz quebrando no final. "Mas eu não posso ter um relacionamento sério com ninguém agora. Eu amo sua companhia, mas—"

Ela não respondeu, mas pela primeira vez, senti que talvez... ela estivesse deixando as paredes caírem.

"E se eu não for quem você pensa?" dei risada de suas palavras.

"Nome falso? Estou acostumado. Dupla identidade? Sei lidar. Te garanto que já passei por tantas coisas em minha vida, que dificilmente algo me assustaria."

"Eu não quero te envolver nisso, Magnus." ela se sentou, e segurou meu rosto. "Não quero ver mais ninguém ferido..." ela mordeu o lábio e tentou se afastar, mas não deixei.

"Olha pra mim e diz que eu não estou preparado para isso. Quando atacaram a clínica, eu fui a primeira pessoa para quem você ligou. Por que não posso continuar sendo essa pessoa?" engoli em seco.

"Eu não sabia o que estava fazendo. Se eu soubesse que ia me ap..." ela interrompeu suas palavras.

"Ia o que Gabi?" questionei me aproximando mais do seu rosto.

"Eu nunca devia ter te ligado, Magnus." ela olhou para baixo, e a puxei de volta para meu peito beijando o topo de sua cabeça.

"Se você não fizer suas malas, eu mesmo vou, e olha que vou escolher as calcinhas mais indecentes para você usar, naquele maldito frio de Apen." ela riu, relaxando lentamente em meus braços.

Mas erupção dentro do meu peito estava bem longe de apagar.

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