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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 229

Amber

A casa estava silenciosa. Um silêncio que deveria ser reconfortante, mas, para mim, era pesado, carregado de pensamentos e preocupações. Estava parada na janela do quarto, os olhos fixos no céu escuro pontilhado de estrelas. As montanhas ao fundo pareciam tão serenas, tão diferentes do turbilhão que minha mente enfrentava.

Respirei fundo, tentando aliviar o nó no meu peito. Minha preocupação não era apenas com a segurança da minha família ou com os planos que tínhamos para acabar com Peter e Martina. Era algo mais profundo, mais pessoal. Saber que escondi de Leonardo a ligação de Peter era um peso insuportável. Ele confiava em mim, e eu temia que, ao contar, pudesse destruir isso.

O som do chuveiro parando me tirou dos meus pensamentos. Segundos depois, ouvi os passos de Leonardo no carpete. Sua presença era sempre calorosa, mas naquele momento, senti meu corpo ainda mais tenso.

"B.," ele chamou suavemente, e logo senti seus braços ao redor de mim, firmes, protetores. Suas mãos deslizaram até minha barriga, pressionando levemente em um gesto que era tanto carinho quanto promessa. Um arrepio percorreu meu corpo, e por um momento, quis apenas me render à segurança que ele sempre me oferecia.

Mas eu não podia.

Virei-me em seus braços, ficando frente a frente com ele. Seus olhos, sempre tão intensos, procuraram os meus como se pudessem desvendar tudo o que eu sentia. Inclinei-me e depositei um beijo suave em seus lábios, tentando encontrar as palavras certas para o que precisava dizer.

"Preciso te contar algo," murmurei, minha voz baixa, hesitante.

Ele franziu o cenho, o olhar preocupado. "O que foi, Amber?"

Segurei sua mão e a puxei para a cama. Precisava me sentar. Precisava sentir o calor dele ao meu lado para conseguir falar. Coloquei minha mão sobre o ventre, sentindo um aperto no coração ao lembrar do medo de quase perder nossos bebês.

"Você está sentindo alguma dor?" ele perguntou, a preocupação evidente na voz.

Balancei a cabeça. "Não, nada disso. É outra coisa..." Respirei fundo, tentando organizar os pensamentos. "Eu não sei como começar."

Ele amparou meu rosto com as mãos, seus polegares acariciando minha pele. "Você pode me contar qualquer coisa. Qualquer coisa, meu amor."

Fechei os olhos por um momento, reunindo coragem. "Leo... no dia em que Layla e Nádia foram presas, Peter me ligou."

As palavras saíram como um sussurro, mas o impacto foi como um trovão. Vi os olhos dele se arregalarem, e ele se endireitou na cama, o corpo tenso.

"Não é sobre confiança," sussurrei, os olhos cheios de lágrimas. "É sobre medo. Sobre tentar evitar que você se preocupe ainda mais, sobre proteger você também."

Leonardo suspirou, passando a mão pelo rosto. Ele se aproximou novamente, sentando-se ao meu lado na cama. Seus ombros ainda estavam tensos, mas sua expressão suavizou.

"Amber, nós somos um só," disse ele, segurando minha mão com força. "Você não precisa carregar esse peso sozinha. Eu preciso saber de tudo, mesmo que seja difícil. Especialmente quando é sobre nossa segurança, sobre nossa família."

Eu assenti, as lágrimas finalmente escapando. "Eu sinto muito. De verdade. Não queria que isso fosse mais uma coisa para você lidar. Só... me perdoe."

Ele me puxou para um abraço apertado, suas mãos acariciando minhas costas enquanto eu chorava em seu ombro. "Não precisa pedir perdão, meu amor," disse ele, a voz mais suave agora. "Mas, por favor, nunca mais esconda algo assim de mim."

"Eu prometo," murmurei contra seu peito, sentindo o peso começar a se dissolver.

"Eu te amo Amber. Você e nossos filhos, e não vou exitar até ter certeza que vocês estão seguros."

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