Leonardo
Os dias em Aspen tinham sido um bálsamo para nossa alma. Desde que chegamos, cada momento parecia um presente, uma pausa na tempestade que havíamos enfrentado. As semanas passaram rápidas, e hoje finalmente tinha chegado o dia que meus filhos tanto esperaram.
Bella, com um vestido lilás cheio de brilhos, e Louis, com um suéter azul e uma gravata-borboleta que insistia em desajeitar. Amber os ajudava com os retoques finais, seu sorriso iluminando o ambiente. A paz dela era o que eu mais prezava, e vê-la interagir com as crianças sem a sombra do medo era tudo o que eu poderia pedir.
A festa estava montada no salão principal da casa, decorada com balões coloridos e mesas cobertas com doces e lanches. O tema escolhido por Bella e Louis – uma combinação peculiar de unicórnios e dinossauros – tinha deixado os decoradores confusos, mas o resultado foi surpreendentemente harmonioso.
"Meu Deus, vocês vão deixar a todos loucos." Amber falou rindo, enquanto os gêmeos corriam de um lado a outro, inspecionando cada detalhe do lugar. Para eles tudo estava perfeito.
"Não se exalte, B. Não pode passar nervoso, lembra." Falei me aproximando para acalmar a impulsividade dos gêmeos.
"Se eu soubesse que seria assim, teria desistido." ela riu quando os dois gritaram um não bem alto.
"Mamãe que coisa mais tite." Bella falou olhando feio para ela. "Nos amamos, quelemos todos os anos."
"Então obedeçam." Amber falou séria, mas a menina estava empolgada demais.
Nonna Rosa estava na cozinha, supervisionando as últimas preparações, e Gabriela e Magnus estavam do lado da mesa, terminando de prender os balões que haviam soltado.
"Está tudo perfeito," comentei, colocando a mão em sua cintura.
"Tem certeza? E se seus pais não gostarem?" ela falou temerosa.
"Impossível. Só por você dar netos a eles, eles já estão satisfeitos," murmurei, beijando sua têmpora.
Ela riu, sua expressão suavizando por um momento.
O som da campainha chamou minha atenção, e fui abrir a porta. Meus pais, Eleonora e Tomaso, estavam ali, carregando presentes volumosos e sorrindo largamente.
"Buon compleanno(feliz aniversário), meus pequenos tesouros!" Eleonora exclamou, antes mesmo de entrar na casa.
Bella e Louis correram para abraçá-los, gritando "Nonno! Nonna!" em pura euforia. A visão deles com meus pais trouxe uma onda de nostalgia e orgulho. Eu sabia o quanto esses momentos eram importantes para eles, especialmente agora que estavam mais velhos e começavam a entender o valor da família.
Tomaso me cumprimentou com um abraço firme e um olhar que dizia mais do que palavras poderiam. Ele sabia o que tínhamos enfrentado para estar ali, e sua presença era um lembrete de que não estávamos sozinhos.
Quando os cumprimentos foram feitos, Amber se aproximou, recebendo Eleonora e Tomaso com um sorriso caloroso. Eles a adoravam, e o brilho nos olhos da minha mãe ao abraçá-la dizia tudo.
"Você está radiante, querida," disse Eleonora, segurando as mãos de Amber. "E com esse bebê a caminho, posso ver que será um ano de grandes bênçãos."
Amber sorriu, visivelmente emocionada, mas antes que pudesse responder, Bella puxou a saia da avó. "Nonna, vem ver meu bolo de unicórnio!"
Eleonora riu e seguiu a pequena, enquanto Louis agarrava o braço do avô para mostrar os dinossauros de brinquedo que tínhamos colocado como parte da decoração.
"Queremos agradecer por nos receberem aqui, Leo," disse minha mãe, com os olhos brilhando de emoção. "Mas também queremos saber como está o novo Martinucci."
Amber olhou para mim, e juntos, sorrimos. Era o momento de compartilhar a notícia com eles.
"São dois," anunciei, com um sorriso que não conseguia conter. "Gêmeos de novo."
Eleonora levou as mãos ao rosto, claramente emocionada. Tomaso riu, balançando a cabeça em descrença. "Dois de novo? Vocês estão formando um time completo!" ele brincou.
Amber riu, apertando minha mão. "É uma bênção, e estamos muito felizes. Mas preciso lhe pedir autorização...," disse ela, olhando para mim com carinho.
"Autorização?" minha mãe me olhou sem entender, e acariciei a mão de Amber que estava colada a minha.
"Queremos dar o nome de Francesca, se um dos bebês for menina."
"Isso se não for problema para vocês. Entendo se..." mas ela não teve tempo de terminar. Minha mãe a puxou parar seus braços, chorando de forma copiosa.
Olhei para meu pai, que tinha lágrimas represadas nos olhos e o abracei.
"Você sempre sabe como nos emocionar." ele falou batendo em minhas costas.
"Vocês terão todas as bênçãos do mundo," disse Eleonora, abraçando Amber com carinho. "E eu estarei aqui para ajudar com o que precisar."

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