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Os Gêmeos inesperados do CEO romance Capítulo 245

Magnus

Depois de passar apenas um dia fora, mas com a sensação de semanas em meio a uma missão que parecia interminável, retornar à mansão em Aspen trouxe um raro momento de alívio. Assim que atravessei a porta, o som de risadas me envolveu, e a visão da família Martinucci reunida na sala dissipou parte da tensão que eu carregava.

Os pais de Leonardo estavam sentados no sofá, rindo de algo que Louis havia dito, enquanto Bella, empolgada, mostrava um desenho detalhado para Nonna Rosa, que a observava com um sorriso cheio de orgulho.

"Magnus, finalmente!" Eleonora exclamou, abrindo os braços para me receber.

"Olá senhora."

Cumprimentei a todos, mas não pude deixar de notar uma ausência. "Onde está Gabriela?" perguntei, tentando soar casual.

"Ela não está muito bem," Eleonora explicou, franzindo o cenho com preocupação. "Disse que estava com dor de cabeça e preferiu descansar no quarto."

Dor de cabeça? Não parecia o suficiente para ela se afastar da convivência. Algo estava errado, e meu instinto gritou para investigar.

"Vou ver como ela está, me deem licença." falei rápido.

Subi as escadas, cada passo mais rápido do que o anterior, até alcançar a porta do quarto dela. Bati suavemente, mas não esperei por um convite para entrar.

Gabriela estava sentada na cama, os olhos arregalados fixos na tela do celular. Quando me viu, tentou esconder o aparelho debaixo do travesseiro, mas fui mais rápido. Puxei o celular de sua mão antes que ela pudesse reagir.

"Magnus, não!" ela exclamou, a voz trêmula.

Olhei para a tela, e as palavras que li fizeram meu sangue gelar e, ao mesmo tempo, ferver.

"Você não pode se esconder para sempre. Sei onde você está. Sei tudo sobre você. Somos almas gêmeas, e nada vai nos separar."

Meu maxilar se apertou enquanto eu segurava o celular com força. "Foi ele," falei, minha voz mais um rosnado do que qualquer outra coisa. "Derek." Não era uma pergunta. Eu já sabia a resposta.

Ela assentiu lentamente, lágrimas acumulando-se em seus olhos. "Ele sempre me cerca," sussurrou. "Eu preciso ir embora, Magnus. Antes que ele faça algo contra Amber e Leonardo. Eu não posso colocá-los em risco!"

Ri, mas não havia humor no som. Era um riso seco, carregado de incredulidade e raiva. "Isso não vai acontecer," declarei, já digitando uma mensagem para Rinaldi. "Rastreie o número (555) 432-7891. O mais rápido possível e envie uma equipe para a localização."

"Eu vou achá-lo."

"Magnus, não faça isso," ela implorou, segurando meu braço. "Você não precisa se envolver. Eu te contei sobre ele, te dei o nome. Pensei que isso fosse suficiente."

"Não era suficiente," respondi, me afastando para evitar que ela pegasse o celular de volta. "E você deveria ter me dito no momento em que ele começou a mandar essas mensagens. Não depois que ele já estava na sua porta."

"Você acha que pode me ameaçar?" ele gritou, mas sua voz estava mais fraca agora, mais instável. "Fique longe dela. Se eu souber que você colocou suas mãos na minha..."

Meu celular vibrou novamente. "Equipe no local. Aguardando sua ordem."

"Você vai entender o que é uma ameaça em breve," retruquei, mandando a mensagem: "Entrem. Agora."

Pelo telefone, ouvimos os sons de portas sendo arrombadas, passos apressados e gritos. Derek começou a xingar, sua respiração ficando mais pesada. "O que está acontecendo? Gabriela, o que você fez?"

"Ela não fez nada," respondi, um sorriso frio surgindo no meu rosto. "Mas eu fiz. E assim que eu e minha mulher voltarmos de viagem, Derek, eu vou pessoalmente te conhecer."

Antes que ele pudesse responder, desliguei o telefone. O som do silêncio foi interrompido pelos soluços de Gabriela. Ela desabou na cama, as mãos cobrindo o rosto.

Me ajoelhei na frente dela, segurando suas mãos suavemente e afastando-as de seu rosto. "Acabou," murmurei, minha voz mais baixa, mas firme. "Gabi, acabou."

Ela me olhou, os olhos cheios de lágrimas, mas algo mais estava lá. Um alívio que começou a tomar conta de suas feições. "Você tem certeza?" ela perguntou, sua voz tremendo.

"Tenho," respondi. "Agora ele está nas mãos certas. E você está segura."

Puxei-a para um abraço, sentindo seu corpo relaxar contra o meu. A sensação de tê-la nos meus braços, de saber que ela finalmente estava a salvo, era tudo o que eu precisava naquele momento.

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