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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Prólogo - Gravidez por quebra de contrato

STELLA HARPER

Eu fiquei olhando o teste de gravidez em cima da bancada, repetindo para mim mesma: para, Stella, não podia ser, não era.

Havia semanas que eu vinha me enganando, mas o atraso, as tonturas, o enjoo... já tinham virado rotina.

Finalmente, não resisti.

Três meses atrás, eu havia assinado um contrato com Damian, meu chefe.

No contrato, eu me comprometia a satisfazer suas necessidades sexuais em sigilo absoluto e com a condição de tomar anticoncepcionais regularmente para evitar qualquer gravidez. Se uma gravidez acontecesse, eu teria que pagar dez vezes o valor que ele me pagava, uma quantia impagável para mim, que ainda estava lutando para pagar as dívidas de jogo do meu pai falecido.

A lembrança da noite anterior ainda queimava sob minha pele.

Fechei os olhos e, por um instante, fui arrastada de volta para aquele quarto, o cheiro dele ainda impregnado nos lençóis, a penumbra cortada apenas pela luz fraca do abajur, a respiração ofegante que preenchia o silêncio.

Damian me deitou sobre os travesseiros como se estivesse manuseando algo frágil, seus olhos estavam escuros. Cravados nos meus com uma intensidade que me fez esquecer por um segundo que aquilo era um contrato.

Ele se inclinou sobre mim e seu hálito tocou minha pele antes dos lábios. O primeiro beijo não foi na boca, foi na curva do meu pescoço. Meu corpo reagiu antes da minha mente, arqueando sob ele, entregando-se àquele toque como uma condenada ao prazer.

Suas mãos deslizaram pelas minhas coxas, firmes, exigentes.

— Olhe pra mim. — ordenou, quando me penetrou de uma só vez, os olhos dele nos meus, como se quisesse me ver ruir por dentro.

E eu olhei.

O mundo desapareceu. Tudo o que existia era ele dentro de mim, o peso do seu corpo sobre o meu, o calor insuportável da pele dele na minha.

Ele se movia com força, seus dedos entrelaçaram-se nos meus por um breve instante, e quando percebi, ele já tinha soltado. Como se tivesse se traído.

Eu queria não sentir nada. Mas meu corpo gritava por ele como se tivesse sido moldado pra isso.

— Damian...

Conseguia ouvir o som da minha própria voz gemendo o nome dele.

Abri os olhos, voltando a realidade.

Um soluço escapou da minha garganta antes mesmo que eu pudesse contê-lo. Inclinei a cabeça para trás, tentando manter o ar nos pulmões.

Tomo coragem pegando o teste e com passos trêmulos, me aproximo do banheiro. Meus dedos tremiam quando segurei a embalagem e a rasguei. Meu estômago se revirou com tanta força que precisei me apoiar na pia para não desabar.

Segui as instruções como uma máquina, quase sem pensar, tentando bloquear o pânico que ameaçava me engolir. Coloquei o teste sobre a pia e recuei, como se ele fosse radioativo.

Três minutos. Era o que o manual dizia.

Comecei a andar de um lado para o outro no espaço apertado, com os braços cruzados sobre o peito.

"É impossível. Eu tomei o remédio certinho, fiz como ele mandou, assim como dizia o contrato. Tenho que estar protegida."

O alarme no meu celular soou. Respirei fundo e caminhei de volta à pia. Quando finalmente olhei para o visor.

Duas linhas. Era positivo.

— Não… — sussurrei. — Não, não pode ser…

Meu celular começou a vibrar em cima do balcão, tirando-me do estado de choque. Peguei-o com mãos trêmulas.

Damian.

Engoli em seco e atendi.

— Que mensagem é essa de que você não vem trabalhar hoje? — ele perguntou, parecendo irritado.

Tentei controlar a voz.

— Eu... eu não estou me sentindo bem.

Silêncio.

Depois, um riso curto e sem humor.

— Ah, de novo essa história? — ele resmungou. — Já fui gentil o suficiente ontem à noite. Não temos motivos pra isso, Stella.

Prólogo - Gravidez por quebra de contrato 1

Prólogo - Gravidez por quebra de contrato 2

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