Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

Ele estava rindo.

Eu tinha acabado de confessar o pecado original do nosso relacionamento, a fundação podre sobre a qual eu tinha construído nosso castelo, e Alexander Hampton estava rindo e apertando minha bochecha como se eu fosse uma criança travessa que roubou um biscoito.

O alívio que me atingiu foi tão forte que minhas pernas tremeram.

— Você levou essa vingança longe demais... Acredito que deveria te agradecer. — ele disse, os olhos castanhos brilhando com diversão e adoração.

Soltei o ar, sentindo os meses de culpa evaporar no ar quente da manhã. Ele não estava bravo. Temi um pouco quando tomei essa decisão, mas algo dentro de mim sabia que era o momento certo e que nada mudaria.

— Eu caí na minha própria armadilha, Alex. — confessei, dando um passo para dentro do abraço dele. — Entrei nisso com toda a arrogância do mundo. Achei que era imune. Mas ninguém me avisou... ninguém me deu o memorando de que era impossível não se apaixonar por você.

Encostei a testa no peito dele, sentindo o coração dele bater forte e constante.

— Tentava te manipular, e você me fazia café. Tentava te seduzir, e você me fazia rir. Tentava ser fria por dentro, e você me cobria com seu calor. — Levantei o rosto para olhá-lo. — Você me desmontou, peça por peça, sem nem tentar.

Alex sorriu, aquele sorriso torto que eu amava tanto, e segurou meu rosto com as duas mãos.

— Obrigado por me contar. — ele disse, sério agora. — Significa muito que você não queira segredos entre nós. E quanto à sua tentativa de vingança... — Ele se inclinou, roçando os lábios nos meus. — Eu espero ser devidamente compensado mais tarde. Afinal é nossa primeira noite de núpcias.

Ri, uma risada chorosa.

— Você será. Prometo.

— Ótimo. Agora... — Ele virou-me em direção ao monge, que nos observava com uma paciência divertida, como se já tivesse visto dramas muito piores em seus muitos anos de vida. — Vamos casar. Antes que você decida arquitetar outro plano maquiavélico.

Dei risada e caminhamos até a plataforma.

O monge fez um gesto e nós nos ajoelhamos nas almofadas, lado a lado.

A cerimônia começou.

Não havia votos em inglês, não havia "na saúde e na doença". Havia algo mais antigo e visceral.

O monge começou a entoar cânticos em Pali, uma língua antiga e sagrada. O som era hipnótico, um zumbido grave e rítmico que parecia vibrar nos meus ossos. O cheiro de incenso se intensificou.

Senti Alex ao meu lado. Ele estava com as mãos juntas em oração, a cabeça baixa em respeito e imitei sua postura.

Então, o monge pegou um rolo de fio de algodão branco, o Sai Sin. Ele desenrolou o fio, passando-o entre os dedos da estátua dourada de Buda atrás dele, e depois estendeu-o até nós.

Ele colocou o fio em forma de laço sobre a cabeça de Alex, e depois sobre a minha. O mesmo fio nos conectava, formando um círculo que nos ligava um ao outro e, simbolicamente, ao sagrado.

Senti um arrepio. Estávamos ligados. Dois destinos amarrados por uma linha branca frágil e, ao mesmo tempo, inquebrável.

Casal 2: 106 - Primeiro casamento 1

Casal 2: 106 - Primeiro casamento 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!