ELIZABETH WINTER
— Alex... — supliquei, sentindo minhas pernas ficarem fracas.
Uma das mãos dele soltou meu seio direito. Eu senti a falta do calor imediatamente, mas então a mão dele começou a descer.
Desceu devagar. Passou pelo meu estômago, sentindo os músculos se contraírem com a passagem dele. Passou pelo elástico da calcinha fina.
E continuou.
A mão dele deslizou para baixo, entre as minhas pernas.
Meus joelhos cederam e eu tive que me apoiar no vidro frio da janela para não cair.
Ele não teve pressa. Com uma calma exasperante, ele abriu minhas dobras, afastando o tecido fino da calcinha, encontrando a umidade que já me denunciava.
— Tão molhada... — Ele constatou, a voz vibrando nas minhas costas.
Alex começou a acariciar ali, preguiçosamente. Dedos longos e experientes, deslizando, circulando e provocando. Ele não me dava o ritmo que eu queria, seguimos o ritmo que ele queria. Lento. Provocador. Fazendo-me esperar e implorar por cada toque.
Joguei a cabeça no ombro dele, fechando os olhos por um momento, gemendo alto.
— Alex... por favor...
— Shh... — Ele beijou meu pescoço, logo abaixo da orelha. — Curta, Lizzy. Sinta. Olhe para nós.
Abri os olhos, forçando-me a encarar o reflexo. Eu estava corada, os lábios entreabertos, completamente à mercê da mão dele que se movia com uma destreza diabólica entre minhas pernas. Era lento, sim, mas era intenso. Cada toque enviava choques elétricos pela minha espinha. Era o momento de curtir, de não ter pressa, de deixar a antecipação construir até se tornar insuportável.
De repente, ele parou.
Retirou a mão.
Soltei um som de protesto, virando o rosto para tentar questioná-lo.
— Fique parada. — Ordenou.
Engoli em seco e obedeci, voltando a olhar para frente, tremendo.
Vi o movimento no reflexo. A mão dele foi para a cintura. O nó da toalha foi desfeito.
A toalha branca caiu no chão, um monte de tecido esquecido.
Ele se aproximou novamente. Dessa vez, não havia toalha. Senti o corpo dele colar no meu. Sua ereção pressionou contra a minha lombar. Dura. Grande. Quente. Pulsante. Ele se esfregou levemente contra mim, e eu senti a ânsia de ser preenchida.
Alex passou os braços ao meu redor, envolvendo-me, prendendo-me contra o corpo dele e contra o vidro. Suas mãos espalmaram na minha barriga, puxando-me para trás, garantindo que eu sentisse cada centímetro dele.
— Eu quero beijar você. — falou com a voz grossa de necessidade.
Virei o rosto para o lado, buscando-o.
Uma das mãos dele subiu, segurando meu queixo e a lateral do meu rosto com firmeza, impedindo-me de virar demais, mas me dando o ângulo que ele queria.
Ele tomou minha boca. Foi um beijo profundo, úmido e faminto. Nossas línguas se encontraram em movimento que imitavam o que nossos corpos queriam fazer. Ele me beijou como se quisesse respirar o meu ar e consumir minha alma.
Ele se afastou com um estalo suave, dando um último selinho demorado nos meus lábios. Depois, beijou minha têmpora, roçando o nariz na minha pele.
— Apoie-se. — Sussurrou.
Coloquei as mãos espalmadas no vidro. O frio sob minhas palmas era expulso violentamente pelo calor que irradiava de Alex atrás de mim. Minha respiração embaçou um pequeno círculo no vidro diante do meu rosto.
Ele me inclinou um pouco para frente, ajustando minha postura. Senti as mãos dele nos meus quadris, puxando a calcinha fina para baixo, tirando a última barreira e a chutei para o lado.
A cabeça dele roçou na minha entrada. Quente e impaciente. Ele se esfregou ali, deslizando na minha umidade, provocando um gemido agudo que escapou dos meus lábios.
— Alex... não brinque...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!