Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

O sol da tarde em Hanói derramava um ouro líquido sobre a superfície do Lago Oeste, mas dentro do quarto da casa de hóspedes, a luz era suave e filtrada.

Eu estava sentada diante de um espelho de moldura escura, entregue às mãos habilidosas de duas mulheres vietnamitas que o Ministro Tran tinha enviado. Mai e Linh. Elas não falavam muito inglês, mas a linguagem da beleza era universal.

— Đẹp lắm (Muito bonito) — Mai sussurrou, alisando uma mecha do meu cabelo.

— Ela disse que seu cabelo está muito bonito. — Linh traduziu.

Agradeci e olhei para o meu reflexo, por um momento, não reconheci a mulher que me encarava de volta. Eu estava vestindo um Áo Dài tradicional de casamento.

O tecido era uma seda vermelha tão vibrante que parecia pulsar com vida própria. Vermelho, a cor da sorte, da prosperidade e do fogo no Oriente. A túnica longa, ajustada perfeitamente ao meu tronco, descia até os meus tornozelos, dividida nas laterais a partir da cintura, revelando calças de seda branca por baixo que fluíam como água quando eu me movia.

Mas o que tirava meu fôlego eram os detalhes. Bordada sobre o peito e descendo pela frente da túnica, havia uma fênix dourada, o símbolo da feminilidade, da graça e da virtude. Os fios de ouro capturavam a luz do fim da tarde, fazendo o pássaro mitológico parecer que estava prestes a levantar voo do meu corpo.

— Agora, o Khăn Đóng — Linh disse, pegando o adorno de cabeça.

Era um turbante circular, feito do mesmo tecido vermelho e dourado. Ela o colocou sobre minha cabeça com cuidado, ajustando-o para que enquadrasse meu rosto. Meu cabelo estava preso em um coque baixo e complexo, escondido sob o turbante, deixando meu pescoço e meu rosto completamente em evidência.

A maquiagem era diferente do estilo natural que usei na Tailândia. Aqui, os lábios eram vermelhos, combinando com o vestido, e os olhos estavam delineados, dando-me seriedade e mistério.

Levantei da cadeira.

— Obrigada. — Disse às duas, levando a mão ao peito. — É... magnífico.

Mai sorriu, juntando as mãos.

— Felicidade. — Ela desejou, falando lentamente.

Caminhei até a porta da varanda. O jardim lá embaixo estava tranquilo. Pensei em minha mãe, em Nova York, planejando o "casamento do século" com suas peônias importadas e orquestras. Ela teria um ataque se me visse agora, vestida como uma noiva vietnamita.

E, no entanto, nunca poderia me sentir tão "noiva" em toda a minha vida. Não havia o estresse da lista de convidados, não havia a preocupação com o fotógrafo da Vogue, não havia a confusão familiar. Havia apenas eu, o homem que eu amava e o mundo testemunhando nossa união.

Batidas na porta anunciaram que era hora.

— Sra. Hampton? O carro está pronto.

— Estou indo.

O trajeto até o Templo da Literatura foi feito em silêncio. Vi Hanói passar pela janela. A cidade agora parecia me abraçar.

O carro parou diante dos portões do Văn Miếu.

Normalmente, estaria lotado de turistas e estudantes rezando por boas notas. Mas hoje, graças à influência do Sr. Tran, os portões estavam fechados para o público. Guardas em uniformes verdes estavam postados na entrada, garantindo nossa privacidade.

Casal 2: 117 - O fogo e o oceano 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!