ELIZABETH WINTER
Abri o laptop e cliquei no link da videochamada. Imediatamente, quatro rostos asiáticos muito sérios e muito estressados apareceram na minha tela.
— Miss Winter. Obrigado por se juntar a nós em tão pouco tempo.
— Sr. Chau. Estou em San Francisco e tenho algo importante para fazer. Vocês têm exatamente trinta minutos para me dizer por que nossa principal rota de distribuição parou e encontrarmos uma solução. Comecem.
Chau começou a gaguejar sobre um problema no porto, um sindicato e um tufão.
"...o que significa que estamos com três mil unidades paradas em Shenzhen..."
Três mil unidades. Eu estava com uma unidade de Alexander Hampton parada em seu quarto, e isso era uma crise logística muito, muito maior.
Por isso, me inclinei para a câmera.
— Chau, eu não quero ouvir sobre o problema. Eu já li o e-mail. Eu quero a solução. Por que não estamos usando o transporte aéreo?
— O custo, Miss Winter...
— O custo de não entregar essa remessa para a nova coleção da Cartier será dez vezes maior. — Eu o cortei. Eu estava sendo uma vaca. Uma vaca muito, muito excitada. Meu sangue estava quente. — Vocês vão dividir a remessa. Metade por transporte aéreo, rota B, e a outra metade pela rota marítima alternativa através de Singapura, eu não me importo se tiver que alugar o iate de um oligarca. Apenas façam. Estou enviando a autorização de custo agora. Mais alguma coisa?
Eles me encararam, atordoados pela velocidade.
— Não, Miss Winter...
— Ótimo. — Cliquei em "enviar" no e-mail. — Vejo vocês na segunda-feira.
Eu fechei o laptop sem esperar pela despedida.
Só quatro minutos. Um recorde pessoal.
Eu me levantei e marchei pelo corredor. A porta do quarto dele estava entreaberta, então não bati.
Empurrei a porta com a ponta dos dedos. Ele estava lá. Alex tinha tirado a camisa que eu desabotoei e estava apenas com uma calça de moletom cinza, que pendia perigosamente baixa em seus quadris. Ele estava de costas para mim, perto da janela, olhando para as luzes da cidade.
— A internet caiu. — brinquei baixinho.
Ele se virou. Devagar.
Seus olhos encontraram os meus, e toda a brincadeira, evaporou. Ele não disse nada, apenas abriu os braços.
Foi tudo o que eu precisei.
Cruzei o quarto em três passos e me joguei contra ele. Minha boca encontrou a sua, e não foi gentil. Foi faminto. Foi uma colisão. Foi um "finalmente".
Minhas mãos subiram por suas costas, sentindo os músculos definidos sob a pele. Ele era sólido. Muito sólido.
Ele me levantou como se eu não pesasse nada, e minhas pernas automaticamente se enrolaram em sua cintura. Eu estava pressionada contra a janela de vidro fria.
— Você... — ele ofegou contra minha boca, suas mãos apertaram minha bunda por cima do pijama. — ...vai ser a minha morte.
— Se eu tiver sorte. — murmurei, e então arrastei meus lábios de sua boca para sua mandíbula, e desci para seu pescoço. Eu o mordi, com força suficiente para deixar uma marca.
Um som gutural vibrou em seu peito, e foi a minha vez de sorrir.
Ele me carregou os poucos passos até a cama e me jogou nela. Eu caí rindo e quicando levemente.
— Sério? Jogada? Você é um bárbaro, Hampton?
Ele subiu na cama, engatinhando sobre mim como um predador. Seus olhos estavam escuros, cor de café forte, e cheios de um desejo que fazia minhas entranhas se contorcerem.
— Você não faz ideia.
Ele pairou sobre mim, apoiado em seus antebraços, sem me tocar. Apenas olhando.
— O que foi?
— Não sei o que faço com você. — ele disse.
— Faça o que quiser. — Agarrei seu quadril e o puxei para baixo, colando nossos lábios novamente. Minhas mãos, que estavam em seu quadril, deslizaram para baixo, para a barra de sua calça.
Ele quebrou o beijo, descansando sua testa na minha.
— Calma, apressadinha.
— Temos que compensar o tempo perdido. Você foi bem malvado me fazendo esperar tantos dias.
Ele riu, um som baixo e rouco que me aqueceu inteira.
— Paciência é a base de tudo.
— Prefiro que me mostre sua base. — eu sussurrei, e a diversão desapareceu de seus olhos.
Alex removeu minhas roupas, puxou o nó frouxo do meu short de seda vermelho, e seus dedos deliberadamente roçaram minha pele. O short deslizou pelas minhas pernas e foi jogado no chão.
Então, seus olhos se fixaram nos meus enquanto suas mãos encontravam a barra do meu top. Ele o puxou para cima, devagar. Tão devagar que eu quase gemi de frustração. Sua boca seguiu o caminho que suas mãos abriram.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!