ELIZABETH WINTER
Eu o observei. Por um longo e tenso segundo, Alexander com o rosto vermelho, os olhos lacrimejando e o peito arfando.
Meu Deus. Eu o matei. Eu o matei engasgado com café e com a notícia de uma viagem de três dias. Droga, esse seria um obituário muito embaraçoso.
Minhas mãos batiam em suas costas com uma força que provavelmente não ajudou.
Ele se afastou de mim e deu uma última tosse convulsiva que soou dolorosa. Finalmente, ele puxou uma lufada de ar áspera e trêmula.
Até entendo, ele tinha acabado de ter a melhor noite de sua vida controlada, — eu estava presumindo, mas, honestamente, era óbvio — e a ideia de eu desaparecer o fez literalmente engasgar com seu próprio produto artesanal.
Isso era engraçado. E era uma vitória.
— Alex, você está pálido. Sente-se.
Alex fez algo que eu não esperava. Em um movimento rápido e nada suave, ele segurou minha cintura, me puxou para frente, tirou-me do chão, e me sentou na ilha.
Alexander se colocou entre minhas pernas, suas mãos ainda em minha cintura, me segurando ali. Ele não parecia estar tentando me seduzir, mas enterrou o rosto no meu cabelo por um segundo, e eu senti sua respiração quente no meu pescoço.
— Quanto tempo? — sua voz saiu baixa contra meu ombro.
Me afastei o suficiente para olhá-lo nos olhos. Eu não pude resistir. A oportunidade era boa demais.
Levantei uma mão e tracei sua mandíbula, sentindo a barba por fazer.
— Quanto tempo o quê, querido?
— Hong Kong. — Alex se inclinou no meu toque, isso aqueceu meu coração. — Quanto tempo você vai ficar fora?
Eu fingi pensar. Mordi meu lábio inferior, como se estivesse fazendo cálculos mentais complicados.
— Bem... não tenho certeza. — falei com a voz leve. — A Ásia é sempre tão imprevisível. O Sr. Chau estava muito estressado. Pode levar algum tempo para limpar a bagunça que deixaram... — Ele apenas me encarou, esperando. — Talvez dois ou três meses?
O rosto dele... ah, o rosto dele.
Se eu tivesse lhe dado um tapa, a reação não teria sido mais imediata. A cor que havia retornado ao seu rosto desapareceu instantaneamente. Seus olhos se arregalaram. A mão em minha cintura apertou com força e seus dedos cravando em mim.
— Tanto assim? — sua voz subiu uma oitava. — Meses? Você disse... você disse que resolveu!
— Eu resolvi agora. Mas a implementação...
— Três meses? — ele repetiu. Alexander parecia... devastado.
Por isso, não consegui segurar.
Eu explodi. Foi uma gargalhada alta, histérica, do fundo da barriga. Eu tive que me curvar, segurando meu estômago.
— Alex... sua... sua cara...
Ele recuou, sua expressão mudando de tristeza para confusão e, finalmente, para pura irritação.
— Você está rindo?
— Ah, meu Deus! — Tentei recuperar o fôlego, lágrimas de riso se formavam em meus olhos. — Eu não posso. Sua expressão foi como se eu tivesse acabado de matar seu cachorro!
— Não tem graça nenhuma, Lizzy. — ele rosnou, não havia nenhum calor nisso, ele estava genuinamente chateado.
— Não? — perguntei, ainda rindo. — Alex, é porque você não viu a cara que fez! Você parecia... — eu imitei seu rosto de "cachorrinho abandonado" e sua voz chocada — "Tanto assim?"
Ele tentou se manter sério, mas eu vi o canto de sua boca tremer. Ele estava lutando contra um sorriso.
— Você é uma pessoa horrível, Elizabeth Winter.
— E você é bom demais. — finalmente estava me acalmando e segurei seu rosto entre minhas mãos. — É brincadeira, seu idiota.
Ele relaxou, soltando um suspiro longo e irritado.
— Ok, falando sério. Quanto tempo?
— Três dias. Quatro, no máximo. Eu entro, assusto alguns executivos de meia-idade, assino os papéis e saio. Não terá muito tempo para sentir minha falta.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!