ALEXANDER HAMPTON
Eu terminei de secar a última caneca e a guardei.
"Vou esperar por você no banho. Não demore."
Meu corpo estava dolorido. Minha cabeça estava confusa. Mas eu estava duro de novo. Só o pensamento dela, nua, no meu banheiro, esperando por mim...
Respirei fundo, desligando a máquina de café. Eu estava sendo ridículo, precisava me colocar limites. Mas era dificil quando ela ficava provocando. Aposto que seu corpo está cobrando um preço maior que o meu. Talvez devesse rejeitá-la hoje? É, isso mesmo, vou dizer que precisamos descansar.
Caminhei pelo corredor, parei na porta e a abri. O vapor me atingiu primeiro. E no meio de tudo, estava ela. Posando para mim.
Essa menina vai me dar um ataque cardíaco antes dos 40.
— E então...? — sua voz era um ronronar preguiçoso. — Limpou direitinho, Hampton?
— Sim, madame. — minha voz soou rouca. — Cada prato. Cada copo. Satisfeita?
— Por enquanto. — ela disse, e estendeu a mão para mim. — Você não vai ficar aí, vai? A água está perfeita.
Puxei a camiseta por cima da cabeça, jogando-a no chão, desamarrei o cordão da minha calça de moletom e a chutei para o lado, ficando nu na frente dela.
O sorriso malicioso dela se transformou em algo mais faminto. Seus olhos percorreram meu corpo, lentos e apreciativos, e eu senti minha pele esquentar.
Caminhei até ela e coloquei uma mão na parede atrás dela, me apoiando.
— Você está deliciosa, senhorita Winter. — eu murmurei, a centímetros de seus lábios.
— Eu sempre estou. — ela sussurrou de volta.
Então a beijei. Um beijo lento. Molhado. Tinha gosto de café e do cheiro de lavanda que nos cercava. E quando seus lábios se abriram sob os meus, foi uma rendição mútua.
Deslizei meus braços ao redor dela, um sob suas costas, o outro sob seus joelhos, e a levantei. Lizzy se agarrou ao meu pescoço enquanto a espuma escorria por toda parte.
— Para a banheira. — ela riu, jogando a cabeça para trás. — Cuidado para não me derrubar!
Com cuidado, me virei e entrei na água. Era escaldante. Quase quente demais. Eu me sentei, meus pés tocando a outra extremidade, a água subiu até meu peito e a reposicionei.
Lizzy estava de frente para mim, seus seios cobertos parcialmente pela espuma. Ela meio que exagerou no sabão...
— Isso... — ela sussurrou, passando o polegar pelo meu lábio inferior. — ...é muito melhor do que qualquer banho que já tomei.
— Vou ter que concordar.
Eu a beijei de novo. E de novo.
Perdemos a noção do tempo. O vapor nos envolveu, criando nosso próprio mundo privado. A espuma começou a se dissolver, revelando mais dela. Nossas mãos exploravam sob a água quente. As mãos dela estavam emaranhadas no meu cabelo, puxando-me para mais perto para beijos mais profundos.
— Vai sentir minha falta enquanto estiver fora?
Eu odiava o quanto a resposta era "sim". Alguns dias morando com ela me fizeram ficar tão apegado?
— Mais do que eu gostaria.
Seu sorriso suavizou. Ela parecia genuinamente satisfeita.
— Bom. Então temos que fazer este fim de semana valer a pena.
Suas mãos deslizaram dos meus ombros, descendo pelo meu peito, e mergulharam sob a água, me fazendo prender a respiração.
As mãos dela me encontraram e quase engasguei quando seus dedos envolveram minha ereção.
— Lizzy...
— Shh. Me deixa cuidar de você. — Ela olhou para baixo, através da água agora quase sem espuma e se moveu.
— O que você está fazendo?
Suas mãos guiaram meu pau, posicionando-o.
— Te convidei para um banho. — ela sussurrou. — Não achou que íamos apenas... lavar as costas um do outro, achou?



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!