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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

— Por favorzinho, Alex...

— Não.

— Mas por quê?

— Porque é sexta-feira. E eu sou um homem velho e sensato. E homens velhos e sentatos não vão a... — gesticulei vagamente — ..."baladas".

Ela estava na minha frente, na sala de estar, fazendo uma cara de cachorrinho.

Desde que voltei para casa, exausto de uma semana de trabalho que pareceu durar um mês, ela estava nessa missão de me levar para aquele lugar barulhento.

— Você está sendo chato — ela fez beicinho, e foi um beicinho de nível profissional, calibre de chantagem. Ela sabia usar muito bem suas armas.

— Eu estou sendo cansado, Lizzy. O dia foi longo. A semana foi... — A gente fodeu na minha mesa de trabalho — ...intensa. Tudo o que eu quero fazer é pedir uma pizza e assistir àquele documentário sobre concreto que você vetou.

— Por favor? — ela tentou de novo, deslizando as mãos pelo meu peito. — É a primeira noite da Marissa de volta de Napa. Ela quer comemorar. Você tem que conhecê-la. E eu quero dançar com você.

Segurei suas mãos antes que elas pudessem descer mais e me influenciar.

— Não. Lizzy, eu não vou a uma casa noturna barulhenta e cheia de gente suada. Nada que você diga vai me fazer sair de casa esta noite. Fim de papo.

Eu esperava uma birra. Esperava que ela se jogasse no sofá e me chamasse de velho.

Em vez disso, ela fez algo muito pior.

Lizzy sorriu. Um sorriso calmo e resignado.

— Tudo bem. — aceitou, dando de ombros.

Não sei se eu confiava naquele "tudo bem".

— "Tudo bem"?

— Sim. Você está cansado. Eu entendo. — ela se virou, pegando sua bolsa minúscula da ilha da cozinha. — Eu vou desacompanhada com a Marissa.

Eu cruzei os braços.

— Certo.

— É uma pena, claro. — ela falou, checando o batom em um espelho compacto. — Eu realmente queria que você estivesse lá.

— Eu imagino.

Lizzy fechou o compacto e suspirou. Um suspiro longo, trágico, digno de uma atuação.

— É lamentável que eu não tenha nenhum homem forte e viril para me proteger de bêbados atrevidos. — lamentou, olhando para o teto.

— Você sabe se defender.

— Eu sei. Mas às vezes eles não aceitam um "não" como resposta. E com este vestido... — ela olhou para si mesma. — ...eu sou praticamente um alvo.

— Lizzy...

— Enfim. — Lizzy balançou os ombros e indo em direção à porta. — Eu provavelmente vou beber demais. Sempre bebo quando estou frustrada. E posso acabar bêbada e indo parar na cama de um desconhecido, mas é óbvio que você não se importa com uma bobeira dessas, né? Boa noite, Alex.

Ela abriu a porta da frente. Sem se importar que cada palavra que saiu da sua boca foi uma arma projetada e disparada diretamente no meu ego, no meu instinto protetor e na minha possessividade.

— Espere aí.

Eu a alcancei e segurei seu braço, trazendo-a de volta para dentro do apartamento e fechando a porta.

— Que história é essa de "cama de desconhecido"?

Ela piscou para mim, seus olhos castanhos doces e perfeitamente inocentes.

— O quê? É o que as pessoas solteiras fazem, Alex. Você não?

Eu a ignorei. Estava com o sangue fervendo.

— Quantas vezes isso já aconteceu, Elizabeth?

Lizzy inclinou a cabeça, fingindo pensar.

— O quê? Ir para a cama com um desconhecido?

— Sim. — minha voz saiu como um rosnado.

Ela deu de ombros, um movimento casual que fez o vestido preto minúsculo subir perigosamente em sua coxa.

— Algumas.

— "Algumas muitas" ou "algumas, só uma ou duas vezes"?

Lizzy me olhou, um pequeno sorriso brincando em seus lábios e se inclinou para frente, como se fosse me contar um segredo.

— Algumas muitas.

Fechei meus olhos. Já podia imaginá-la. Bêbada. Vulnerável. Com algum idiota...

— Você não vai a lugar nenhum.

— Alex, você não pode me...

Casal 2: 41 - "Algumas muitas"? 1

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