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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

O ar frio da noite de São Francisco fez pouco para esfriar a raiva quente que estava fervendo sob minha pele

— Então... — minha voz saiu perfeitamente nivelada. — Vocês querem explicar o que foi aquilo?

Alexander deu um passo à frente imediatamente. Ele parecia desesperado.

— Lizzy, não foi o que pareceu. Eu juro. Ela...

— Amiga, calma. — a voz de Marissa cortou a dele. — Por que você está tão brava? Nós não estávamos fazendo nada demais. Além disso... — ela deu de ombros. — ...não é como se vocês tivessem algo sério.

Olhei para ela e me dei conta que não precisa de nenhuma resposta dela, até porque não acredito em nenhuma palavra que sairá daquela boca venenosa

— Cala a boca, víbora.

Me virei de volta para Alex, ignorando-a completamente. Ela não importava mais. Ele sim.

— Você queria ficar com ela, Alexander?

— É CLARO QUE NÃO! — ele gritou, rapidamente. — Lizzy, pelo amor de Deus, acredita em mim.

A força de sua negação e a raiva dele parecia genuína.

— Então, me conta. — cruzei os braços. — Me conta exatamente o que aconteceu.

Alex passou as mãos pelo cabelo, exasperado.

— Ela... ela começou a falar. Sobre um cara de um ano atrás. Um cara que ela gostava e que... — ele parou, parecendo profundamente desconfortável — ...que você dormiu com ele. E então... — ele continuou, sua voz cheia de nojo — ela disse que, já que você se importava comigo, nós deveríamos... "dar o troco". E então ela me beijou.

Eu o encarei. A história era... complicada. E muito conveniente para ele.

— E você?

— Eu a empurrei! — ele gritou. — Eu a joguei para longe de mim! Você não viu? Eu estava gritando com ela quando você apareceu!

Rebobinei a cena na minha mente e me acalmei enquanto raciocinada.

O mundo tinha focado nojentosamente nos lábios deles se tocando. Mas... ele estava certo. Ele estava gritando. E as mãos dele estavam nos ombros dela, empurrando. E ele parecia furioso.

Minha mente analítica, começou a funcionar, ultrapassando a névoa vermelha da raiva.

Eu encarei ele. Alexander. O homem foi o que mais resistiu a mim. Precisei trabalhar duro para tê-lo, não fazia sentido que ele pulasse em outra, sem mais nem menos. Além disso, Alex era inteligente demais para cometer o erro de ficar com minha "amiga". No mesmo lugar. A dez metros de distância.

Ele não era o traidor. A víbora era.

Toda a minha raiva por Alex se dissolveu e se transferiu, com força total, para a mulher parada perto dele.

Descruzei meus braços e dei um passo em direção a Alex, ignorando o suspiro de Marissa. Estendi a mão e passei meus dedos por seu cabelo, arrumando a bagunça.

— Eu acredito em você. — sussurrei.

Ele fechou os olhos, dando um suspiro de alívio tão grande que fez seus ombros caírem.

— Ele tá mentindo, amiga! — Marissa gritou. — Ele também quis! Ele é um homem! É sério que vai acreditar na palavra dele ao invés da minha?

Dei a ela o meu sorriso mais brilhante e mais falso.

— Sabe que vou? — minha voz era doce como veneno. — Alexander sempre foi muito honesto comigo. Dolorosamente honesto, às vezes. Já você... — dei um passo em direção a ela e Marissa recuou. — Você tentou usar uma história de não sei quanto tempo, que você mesma disse que superou, para me fazer de idiota e roubar meu homem.

— Ele não é seu... — Marissa começou a dizer.

— Cala a boca, querida, a adulta está falando.

O rosto dela estava contorcido de raiva.

— Mas você o roubou de mim!

— Eu não roubei ninguém. — Eu dei de ombros. — Enfim, vamos só evitar cruzar o caminho uma da outra no futuro. Foi... um desprazer tee conhecer.

Me virei, agarrei a mão de Alex e comecei a puxá-lo para fora do beco, em direção à rua.

— VOCÊ VAI SE ARREPENDER! — Marissa gritou para nossas costas. — POR TERMINAR NOSSA AMIZADE POR CAUSA DE UM HOMEM!

Eu duvido muito.

Pedi um carro e ele nos levou rapidamente. Chegamos ao apartamento e subimos em silêncio.

Entrei, joguei minha bolsa no sofá e olhei para ele que estava parado no meio da sala, parecendo perdido.

— Você está brava comigo?

— Eu tenho motivo para estar?

— Não. Eu acho que não. Mas... — ele hesitou, passando a mão pelo rosto. — ...eu ainda não acho que é confortável para você ter visto o que viu. Porque não seria confortável para mim que outro homem te beijasse.

Ah... Meu coração, que estava duro e frio por causa de Marissa, deu um salto estúpido. Ali estava a empatia dele.

Casal 2: 44 - Víbora e inspetora de saúde 1

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