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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

Horas se passaram, ou talvez apenas minutos. O importante é que nos encontramos entrelaçados, nus, sob os lençóis amassados, com nossa pele quente e úmida roçando uma na outra. Alex estava deitado de barriga para cima, meu corpo pressionado contra o lado dele, meu braço atravessado em seu peito. Ele estava passando os dedos pela minha coluna em movimentos lentos e repetitivos.

— Isso é bom — ele murmurou, com a voz rouca.

— Sim — eu suspirei, beijando seu ombro. — Isso é muito, muito bom.

— Eu vou voltar para Nova York na próxima semana. — Seu movimento de mão parou.

O anúncio me fez levantar a cabeça. Eu me apoiei no cotovelo para encará-lo e meu cabelo caiu sobre meu ombro.

— Sério?

— Sim, você estava certa. Essa filial já não precisa de mim. — Ele sorriu, mas havia uma tensão por trás disso.

— Então voltamos na próxima semana. Posso te hospedar no meu apartamento se quiser. — Sorri com malícia, mostrando que minhas intenções não era tão puras como simplesmente lhe oferecer um lugar para ficar.

— Tenho um apartamento alugado lá. Mas pretendo comprar um dessa vez e parar com as viagens de trabalho.

— Então compre um perto de mim. — Eu encolhi os ombros, me aninhando de volta em seu pescoço. — Eu também tenho que trabalhar. Não posso continua jogando jogos mentais com o Damian, esperando que ele faça as pazes com nosso pai. Além disso... — eu ri, beijando uma pequena pinta perto de sua clavícula. — ...não vou te deixar desprotegido para a próxima víbora.

Alex riu, um som grave e satisfatório e me puxou para mais perto.

— Eu não me importaria em ser vigiado de perto por você. — ele murmurou, deslizando a mão até minha cintura. — Vou pensar sobre esse apartamento próximo. Quem sabe não compro no seu prédio? Posso pensar com carinho se prometer ser uma boa vizinha.

— Eu serei. — apertei meu abraço, sentindo o quão relaxado ele estava ali.

Nós ficamos em silêncio por um momento, apenas nos beijando lentamente, saboreando os lábios um do outro.

Então, meu estômago roncou. Alto.

Alex gargalhou.

— Parece que alguém está com fome.

— Se eu estiver, você vai preparar algo para mim?

Ele me olhou, com um brilho divertido nos olhos.

— Claro. Afinal, SEU homem deveria te manter satisfeita. Em todos os sentidos.

Eu revirei os olhos, mas sorri.

— Eu falei aquilo apenas para dar ênfase, Alex! Foi só para ela entender como estava sendo traidora. Você não devia ficar me provocando por isso.

Ele se levantou, sentando-se na beira da cama. Eu apreciei a visão: costas largas, músculos deliciosos por toda parte, e ele completamente nu.

— Certo, então eu não sou seu.

— Calma aí, calma aí. Não precisamos ser tão extremos! — eu ri, me esticando e batendo na parte de trás da coxa dele. — Você é meu, sim senhor. Agora me traga um sanduíche.

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