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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

Ao começar a acordar a primeira coisa que senti foi o frio.

O calor que irradiava de Lizzy, que tinha sido meu cobertor pessoal, desapareceu. Tateei, com meus olhos ainda fechados, minha mão bateu no lençol de seda vazio e então meus olhos se abriram.

— Lizzy? — minha voz era um arranhão rouco.

Me sentei e olhei ao redor. No criado-mudo, estava meu bloco de notas amarelo.

Eu o peguei e não segurei uma risadinha. A caligrafia dela era exatamente como eu esperava: pontuda, impaciente, mas com um floreio inegavelmente elegante.

"Alex, tive que sair antes que você acordasse. Não queria te acordar. Obrigada por tudo. As coisas vão ficar loucas. Mas eu sei que meu irmão é inocente e vai provar isso. Você disse dois dias. Estou cobrando. Vou estar esperando uma visita sua. Muito em breve. Meu endereço está na folha seguinte. Não demore.

Sua Lizzy."

Eu virei a página. Um endereço no Upper West Side. Apt. 42B.

Sua Lizzy... A irritação de ela ter me deixado sem um adeus de verdade, nem um beijo de até logo, lutou contra o calor que se espalhou pelo meu peito com aquelas duas palavras. Sua Lizzy.

Me levantei da cama, pegando minha boxer do chão. Caminhei pelo corredor até o quarto de hóspedes. Vazio. Até o banheiro estava limpo.

Ela realmente tinha ido embora.

Voltei para o meu quarto e peguei meu celular.

Eu: "Acordei com a cama vazia. Você me deixou chateado. Acho que eu merecia um adeus, Winter. É melhor que você compense por isso quando eu chegar em Nova York."

Enviei. Eu estava realmente chateado por ela ter ido embora como um ladrão fugindo no meio da noite, mesmo que eu soubesse que ela tinha que ir.

Dois dias. Preciso me mexer.

Eu tinha que ir para o Fox&Maple. Tinha que nomear o Ben. Tinha que assinar mil papéis, transferir autoridade, fechar as contas. Eu tinha que fazer em um dia o que planejei fazer em uma semana.

Porque ela estava me devendo. E eu mal podia esperar para cobrar.

ELIZABETH WINTER

O jato particular parecia uma gaiola.

Eu passei todo o tempo de voo no piloto automático. Bebi café preto até minha mão tremer e li todos os artigos de notícias online sobre "Nathan Ponlic".

Era um ninguém. Como diabos o nome de Damian se ligou à morte desse cara?

O carro me pegou no aeroporto. O ar de Nova York estava frio, cinzento e indiferente.

Quando cheguei em casa esperava histeria. Esperava gritos. Esperava advogados correndo por toda parte.

Mas tudo estava silencioso. Mortalmente silencioso.

— Mãe? — chamei e a encontrei na sala de estar.

Minha mãe, estava sentada perfeitamente ereta em uma cadeira Luís XIV, usando um terno de tweed cor de creme. Seu cabelo estava perfeitamente arrumado e ela estava segurando uma xícara de chá.

— Mãe, o que está acontecendo? Eu vim o mais rápido que pude.

Ela levantou os olhos. Seus olhos, geralmente tão brilhantes e analíticos, estavam vermelhos e inchados.

— Elizabeth. Graças a Deus. — sua voz era um sussurro frágil. — Damian foi solto.

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