ELIZABETH WINTER
— Senhorita Winter, você está presa.
Meu cérebro entrou em curto-circuito. Fui atingida por uma onda de descrença tão forte que eu quase ri.
— Um momento — Fechei a porta por um segundo. A corrente deslizou e respirei fundo, contando até três. Antes de girar a maçaneta e abri a porta totalmente.
Ele estava lá. Alexander Hampton. Em toda a sua glória ridícula.
Alex estava usando a fantasia de policial mais sexy que o dinheiro poderia comprar. A camisa de manga curta era de um poliéster azul apertado, esticando-se perigosamente sobre seus ombros e bíceps. Ela estava enfiada em calças azul-marinho que eram... muito, muito justas. Um cinto de plástico com um coldre vazio pendia frouxamente em seus quadris. Ele até tinha o chapéu de policial idiota, que ele tirou quando me viu, revelando seu cabelo bagunçado.
Ele parecia um stripper que tinha se perdido a caminho de uma despedida de solteira e era sem dúvida o homem mais gostoso que eu já tinha visto na minha vida.
Me recostei contra o batente da porta, cruzando os braços, permitindo que meus olhos percorressem seu corpo, lenta e deliberadamente.
— Em que posso ajudá-lo, senhor oficial? — minha voz soou preguiçosa, como um ronronar.
Alexander tentou parecer sério, mas eu vi o canto de sua boca tremer. Ah, aquele sorriso...
— Senhorita Winter — seu tom rouco fez meus joelhos fraquejarem. — Você é uma fugitiva procurada.
Não segurei o riso, mas preciso ser séria. Dei um passo à frente, para fora do meu apartamento, no corredor. Parei bem na frente dele, perto o suficiente para sentir o calor que irradiava do seu corpo.
Arrastei meu dedo indicador lentamente para cima, pelo plástico de seu "distintivo", até o centro de seu peito. O tecido estava totalmente esticado sobre seus peitorais.
— Procurada? — sussurrei, inclinando a cabeça. — E o que, exatamente, eu fiz de errado?
— Você... — seus olhos escureceram, fixos na minha boca. — ...deixou a cena do crime. E fugiu através das fronteiras estaduais.
— Isso soa muito sério. — comentei, meu dedo traçando a costura de seu colarinho. — Não tem nada que possamos fazer? Para que meu crime seja... perdoado?
Ele olhou para o meu dedo, e então de volta para os meus olhos.
— Bem... — sua voz ficou ainda mais baixa. — Eu sou um policial muito fácil de corromper, entende?
Eu sorri.
— Entendo, sim.
Agarrei a gravata falsa de sua fantasia e o puxei.
Ele tropeçou para dentro do meu apartamento, surpreso com minha força. Chutei a porta, fechando-a atrás dele e o arrastei pela sala de estar.
— Lizzy, o que...
Eu o joguei no meu sofá. Ele caiu nele como um saco de batatas e antes que pudesse se recuperar, eu estava em cima dele. Me sentei em seu colo, montando nele e o tecido do meu terno amassado roçou em sua fantasia de poliéster.
— Onde... — ofeguei, agarrando a frente de sua camisa — você arranjou uma fantasia tão realista?
Ele riu.
— Não revelarei meus métodos, Winter. — Alex se inclinou para me beijar e suas mãos subiram para agarrar minha cintura. — Eu senti sua...
Coloquei minha mão sobre sua boca e ele parou, seus olhos ficaram cheios de confusão.
— Espera.
— O quê? — ele murmurou contra minha palma. Fofo.
Me levantei de seu colo, deixando-o ali, parecendo confuso e incrivelmente excitado no meu sofá.
— Não se mexa. — ordenei.
— Lizzy, o que foi?
— Estou usando o mesmo terno por 17 horas. — eu disse, começando a andar de costas em direção ao meu quarto. — Preciso de um banho rápido. Se você não estiver naquele sofá quando eu voltar, oficial, eu quem vou ter que te prender.
Me virei e fui para o meu banheiro, finalmente me permitindo sorrir.
ALEXANDER HAMPTON
Ela me deixou sozinho.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!