ELIZABETH WINTER
UMA SEMANA DEPOIS...
A semana que se seguiu foi uma das mais longas da minha vida. Entre tentar manter a Winter à tona e evitar que Alex descobrisse o quão exausta eu realmente estava, mal tinha tempo para respirar. Mas eu tinha Alex. Meu namorado. Meu porto seguro. E isso fazia toda a diferença.
Pelo menos a inocência do meu pai foi provada e logo ele seria libertado.
Eu estava no meio de uma revisão orçamentária que estava me dando dor de cabeça quando meu telefone tocou. Era Damian.
— Desça — ele disse, sem preâmbulos. — Estou aqui na frente. Vamos buscar o papai.
Meu coração deu um salto.
— Finalmente! — exclamei, já me levantando e pegando minha bolsa.
Peguei meu telefone e mandei uma mensagem rápida para contar ao Alex.
Eu: "Meu pai acabou de ser liberado! Estou indo buscá-lo agora."
A resposta veio tão rápido que era como se ele estivesse esperando.
Alex: "Isso é ótimo, amor❤️ Vamos comemorar."
Amor... Eu adoro quando ele me chama assim.
— Cancele minha agenda, por favor — gritei para minha assistente enquanto passava pela porta. — Diga a eles que a CEO interina acabou de renunciar.
Desci para o saguão correndo, ignorando os olhares curiosos. O carro de Damian estava parado no meio-fio. Entrei, batendo a porta.
— Tudo resolvido? — perguntei, sem fôlego.
— Está tudo certo — Damian disse, seus olhos fixos no trânsito, mas havia um sorriso sombrio em seus lábios. — Aquela víbora da Célia vai pagar por tudo. E o papai está livre.
— Como você está? — perguntei, estudando seu perfil. Ele parecia cansado, mas havia uma nova determinação nele.
— Estou ótimo. E você?
— Bem — suspirei, recostando-me no banco. — Mal posso esperar para te entregar seu lugar novamente.
Ele riu.
— A maioria dos irmãos lutaria por esse cargo.
— Que bom que não somos esses irmãos.
O trajeto até a delegacia foi silencioso, mas cheio de antecipação. Quando chegamos, a mídia já estava lá, mas nós passamos direto por eles.
E então, ele saiu.
William Winter. Meu pai. Usava seu terno habitual, mas ele parecia flutuar nele. Seus cabelos estavam mais brancos, seu rosto mais magro. Mas seus olhos eram os mesmos.
— Papai! — gritei, correndo para ele.
Ele me pegou em seus braços, me apertando com força.
— Passarinho — ele sussurrou em meu ouvido. — Você fez um bom trabalho. Estou orgulhoso por sua dedicação à família.
— Vamos para casa, pai — disse Damian, colocando a mão no ombro dele.
O caminho de volta para a casa dos meus pais foi uma névoa. Quando entramos, o silêncio era óbvio.
Entrei primeiro, seguida por Damian. Meus olhos encontraram os de Stella imediatamente. Ela estava parada na sala, com Apollo e Orion agarrados às suas pernas.
E então, atrás de nós, meu pai apareceu.
O olhar dele passou por Stella, pelos meninos e se fixou em minha mãe. Mamãe não esperou. Ela se moveu com uma velocidade que eu não via há anos, envolvendo-o em um abraço apertado e desesperado, enterrando o rosto em seu peito. Ele a segurou com a mesma força, os olhos fechados, era ótimo vê-los juntos de novo.
Quando finalmente se afastaram, mamãe enxugou as lágrimas e segurou a mão dele, virando-se para Stella e os meninos.
Ele caminhou em direção a Stella. Parou bem na frente dela, seus olhos encontrando os dela diretamente.
— Stella. Eu...
Ele não terminou a frase. Em vez disso, ele se inclinou e a envolveu em um abraço. Eu mesma quase caí para trás. Meu pai... abraçando Stella?
Ele sussurrou algo e as lágrimas de Stella começaram a cair. Ela não conseguia falar, apenas assentiu contra o ombro dele. Quando ele se afastou, seus olhos estavam marejados.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!