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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

— Então, qual é o plano, capitão? — Lizzy perguntou.

— O plano é diversão total até alguém vomitar ou dormir. O que vier primeiro.

Lizzy riu e, sem hesitar, estendeu a mão enluvada para Orion. Ele a pegou instantaneamente e eu fiquei com a mão de Apollo.

Começamos com os brinquedos mais leves. No carrossel antigo, com seus cavalos de madeira pintados à mão e música de órgão. Lizzy subiu em um cavalo branco ao lado de Orion, rindo enquanto giravam, seu cabelo voando para trás. Eu fiquei em terra, tirando fotos que guardaria para sempre.

Depois, fomos para os carrinhos de b**e-b**e. Eu e Apollo em um carro, Lizzy e Orion no outro.

— Prepare-se para ser destruído, Hampton! — ela gritou sobre o barulho do motor elétrico, seus olhos exibiam sua competitividade.

— Nos seus sonhos, Winter! — respondi, girando o volante.

Foi um massacre. Lizzy nos perseguiu impiedosamente, rindo histericamente toda vez que batia na nossa lateral, fazendo Apollo gargalhar tanto que ele mal conseguia respirar.

Saímos dos carrinhos tontos, mas sem parar de rir.

— Eu exijo uma revanche — falei, ajeitando minha jaqueta.

— Aceito a qualquer hora. — Ela sorriu, ajeitando o cabelo bagunçado.

— Fome! — Apollo declarou.

Paramos em uma barraca de comida. A dieta saudável foi oficialmente abandonada. Compramos cachorros-quentes enormes, cobertos de molho, e refrigerantes. Sentamos em um banco de madeira para comer. Lizzy comeu seu cachorro-quente com gosto, limpando uma mancha de mostarda do canto da boca de Orion com o polegar.

— Você tem um pouco de molho aqui — falei, tocando o queixo dela.

Ela parou de mastigar e me olhou.

— Limpa para mim? — ela pediu, a voz baixa.

Se estivessemos sozinho eu teria lhe beijado agora, em vez disso tive que usar um guardanapo.

— Vamos para o Tiro ao Alvo. O papai vai ganhar um prêmio para vocês.

A barraca de tiro ao alvo era clássica. Espingardas de pressão, patos de metal passando em uma esteira, e prêmios pendurados no teto.

— Dois jogos, por favor — pedi ao atendente, pagando.

Peguei a espingarda. Era leve e desbalanceada.

— Quem quer o primeiro prêmio?

— Eu! Eu quero o urso azul! — Orion apontou.

Mirei. Atirei. Errei.

Mirei de novo. Atirei. Acertei a borda.

Terceira tentativa. Acertei.

No final da rodada, eu tinha acertado o suficiente para ganhar... um chaveiro de plástico.

— Ah, qual é! — reclamei, olhando para a arma como se ela fosse a culpada. — A mira está torta.

— Desculpas, desculpas... — Lizzy murmurou, encostando-se no balcão ao meu lado. — Deixe a profissional aqui mostrar como se faz.

— Você? — Arqueei uma sobrancelha. — Você sabe atirar?

— Meu pai me levava para atirar pratos no clube de campo quando eu tinha doze anos. — Ela pegou a espingarda, apoiou-a no ombro com uma postura perfeita, fechou um olho e...

Ela acertou todos. Sem hesitar. O atendente da barraca olhou para ela com respeito, acho que minha expressão era a mesma.

— Escolha o prêmio, moça.

Lizzy largou a arma, soprou a ponta do cano se exibindo e olhou para mim com um sorriso presunçoso.

— O urso azul para o Orion, por favor. E aquele dinossauro verde para o Apollo.

Os meninos pularam nela, abraçando suas pernas e as pelúcias gigantes.

— A Tia Lizzy é a melhor! — Apollo gritou, traindo minha lealdade sem remorso.

— Fui humilhado — admiti, e me aproximei discretamente para sussurrar no ouvido dela. — Mas nunca estive tão atraído por você. Acho que mulheres com boa mira são meu ponto fraco.

Casal 2: 68 - Orion? 1

Casal 2: 68 - Orion? 2

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