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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ALEXANDER HAMPTON

— É verdade? — ele perguntou.

O que é verdade? Ele viu eu olhando para a bunda da Lizzy quando ela se levantou? Ele sabe de algo?

— O quê? — perguntei casualmente.

— O que a Stella disse. — Damian revirou os olhos. — Que você está namorando.

Soltei o ar, aliviado e tenso ao mesmo tempo.

— Ah. Isso.

— É verdade ou é só coisa da cabeça dela? Porque ela não para de falar nisso. "O Alex está feliz", "O Alex tem um segredo". Ela quer que eu descubra.

Ri, balançando a cabeça.

— A Stella mandou você perguntar?

— Mandou. — Damian admitiu, sem vergonha. — Ela disse: "Vá lá, beba uma cerveja com ele e descubra quem é a sortuda, ou se ele está apenas em uma fase zen".

— Você seria a pior escolha de mensageiro para me sondar, sabe disso, né? — comentei, rindo. — Considerando nosso histórico.

Damian riu também.

— Eu disse isso a ela. Falei: "Stella, o cara me odeia. Se eu perguntar, ele vai achar que é uma emboscada". Mas você conhece aquela mulher. Ela não aceita não como resposta.

— Conheço. — Tomei outro gole. — E só pra deixar claro: Não te odeio.

— E então...? prometo que não conto pra ela. Mesmo que ela me ameace com uma faca de pão, o que é bem possível. — Ele levantou a mão livre em juramento. — Código de honra.

— Sim — admiti, olhando para onde Lizzy estava. — É verdade. Estou namorando.

Damian assentiu, satisfeito.

— Ótimo. Fico feliz em saber. — Ele levantou a garrafa. — Um brinde. A você não ser mais meu rival. E a eu não ter mais que me preocupar com você aparecendo na minha porta com flores para a minha mulher.

Bati minha garrafa na dele.

— Um brinde. — Não sou seu rival, sou seu cunhado, seu idiota, pensei, segurando o riso. — À paz.

Bebemos e as garrafas secaram rápido.

— Vou buscar mais — Damian anunciou, levantando-se.

Ele voltou dois minutos depois, mas não com cerveja. Ele trazia uma garrafa de uísque Blue Label e dois copos baixos.

— A cerveja acabou — ele disse, sentando-se e servindo doses generosas. — E acho que a ocasião pede algo melhor.

— Eu vou dirigir. — avisei, olhando para o copo.

— Você pega um Uber. Ou dorme no sofá. Ninguém nessa vai deixar você dirigir depois de beber isso de qualquer jeito.

Peguei o copo. O uísque era suave, descendo quente e perigosamente viciante.

A conversa fluiu. E, surpreendentemente, fluiu bem. Descobrimos que ambos tínhamos uma fascinação irracional por carros clássicos italianos e uma aversão profunda a reuniões que poderiam ter sido e-mails. O álcool começou a fazer seu trabalho, dissolvendo as últimas barreiras de formalidade.

Uma hora e meia (e uma garrafa e dois copos) depois, a cena era deplorável e hilária.

Eu estava largado na cadeira, com a gravata que eu nem lembrava de ter tirado do bolso, amarrada na testa como o Rambo. Damian estava com a camisa aberta, gesticulando com o copo e a cadeira perigosamente inclinada para trás.

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