ALEXANDER HAMPTON
A resistência começou a desmoronar. O empresário responsável estava perdendo a batalha para o homem apaixonado.
— E o trabalho? — perguntei, mas a voz já não tinha tanta convicção.
— Larissa. — Ela disse o nome prontamente. — Ela é ótima, Alex. Você sabe que ela é. Ela segura as pontas quando você não está. Promova-a. Dê a ela um aumento generoso e o título de gerente geral. Contrate um assistente para ela. Coloque um administrador financeiro para cuidar dos números se você não confia nela com o dinheiro. Você é o dono, não o escravo do seu negócio.
— Você pensou em tudo, não é? — perguntei, um sorriso lento surgindo.
— Eu sempre consigo o que quero, Hampton. É o que eu faço. — Ela sorriu de volta, triunfante. — E então? O que me diz?
Puxei-a para baixo, beijando-a profundamente. Senti o gosto da vitória nos lábios dela e não me importei em perder. De alguma forma, eu sempre soube que faríamos essa e quantas viagens ela quisesse.
— Você é uma bruxa. — sussurrei contra a boca dela. — Uma bruxa linda e manipuladora.
— Isso é um sim?
— Isso é um sim. — admiti. — Mas... quando? Quando você quer fazer isso?
— Depende. — Ela se afastou um pouco, os olhos fixos nos meus. — Quando você quer casar?
— Eu poderia casar com você hoje mesmo. — confessei. — Agora. Aqui.
Lizzy riu, emocionada, e me beijou novamente.
— Eu aceitaria. — ela sussurrou. — Mas vamos fazer direito. Vamos fazer a viagem. E a última cerimônia... a oficial e legal... deveria ser nos Estados Unidos. Aqui em Nova York. Para encerrar com a família. Um grande final.
— O grand finale. — Concordei, gostando da ideia. Voltar para casa depois de um ano, e celebrar com as pessoas que amamos.
— Há quanto tempo você está pensando nisso? — perguntei, curioso. — Esse plano todo?
Ela corou levemente, desviando o olhar por um segundo.
— Uns meses. — admitiu.
Sorri, sentindo o peito expandir de orgulho e amor. Segurei o rosto dela, olhando no fundo daqueles olhos escuros que agora eram o meu norte.
— Temos um acordo, Srta. Winter. — declarei. — Faremos sua tão sonhada viagem. Vamos casar em todos os continentes. Vamos comer coisas estranhas e dormir em lugares duvidosos.
Ela soltou um gritinho de alegria e me abraçou, quase me sufocando.
— E... — acrescentei, segurando-a. — Vamos no próximo mês.
Ela parou, olhando para mim.
— Próximo mês?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!