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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 2

ELIZABETH WINTER

O silêncio na sala de jantar foi quebrado pelo som de uma cadeira sendo arrastada para trás quando minha mãe, numa velocidade surpreendente para alguém de salto alto, se levantou.

Elaine Winter contornou a mesa, ignorando o protocolo de jantar que ela mesma impôs durante toda a minha vida, e veio até mim. Ela me puxou para cima, segurando-me pelos ombros com uma firmeza que me assustou por um segundo. Os olhos dela, marejados e brilhantes, varreram meu rosto como se estivesse procurando a criança que eu fui um dia.

— Oh, Lizzy... — Ela soltou o ar, e então me abraçou. Foi um abraço de mãe, apertado e cheio de alívio. — Isso é uma ótima notícia, minha querida! Uma notícia maravilhosa!

Ela se afastou um pouco, segurando meu rosto entre as mãos, examinando-me.

— Minha menina vai casar... — Ela sussurrou, e então virou-se para meu pai, a voz ganhando força e um tom de vitória. — E com um bom partido! Um homem trabalhador, educado, amigo da família... Agora sim, William! Agora sim eu posso morrer em paz. Minha missão nesta terra está cumprida.

Soltei uma risada nervosa, sentindo o calor do constrangimento subir pelo pescoço.

— Mãe, não exagere. Você não vai morrer tão cedo.

Meu pai, que até então estava observando a cena, soltou uma risada grave.

— Elaine, acalme-se. — Ele piscou para mim, um brilho de diversão nos olhos. — É melhor esperar vê-la casada primeiro, assinando o papel no altar. Você conhece a nossa filha. Ela ainda pode mudar de ideia no meio do caminho e decidir fugir para a Antártida.

Minha mãe soltou um suspiro indignado e deu um tapa no ombro dele, forte o suficiente para fazer o paletó dele amassar.

— Vira essa boca pra lá, homem! Não agoure a felicidade da sua filha! — Ela ralhou, voltando a sorrir para mim. — Ela não vai mudar de ideia. Olhe para o rosto dela!

Meu pai se levantou então, caminhando até mim, ele não era de muitas demonstrações públicas de afeto, mas quando me abraçou, senti a força do seu carinho naquele gesto.

— Parabéns, Lizzy. — Ele murmurou perto do meu ouvido. — O rapaz é bom. Gosto dele.

— Obrigada, pai. — Respondi, sentindo um nó na garganta. A aprovação dele, por mais que eu dissesse que não importava, era importante, não queria lutar contra ele como Damian fez.

Assim que ele me soltou, Damian se aproximou com um sorriso presunçoso e irritante no rosto.

— Desejo toda a felicidade para você, maninha. — Ele disse, e eu sabia que ele estava sendo sincero, apesar da provocação em seus olhos. — Você merece. E o Hampton... bom, ele vai precisar de sorte para te aguentar, mas já percebi que ele dá conta.

— Obrigada, Damian. — Sorri, apertando a mão dele.

Então, meu olhar desviou para a porta de vidro da varanda.

— Acha que está tudo bem lá fora? — perguntei, baixinho, para que meus pais não ouvissem.

Damian seguiu meu olhar e tomou um gole de vinho.

— Vai ficar. — Ele responde com confiança. — A Stella ama o Alex. E também ama você. Dê um tempo a eles.

Ele indicou minha cadeira com a cabeça.

— Senta e apenas espere.

Sentei-me. Minha mãe já estava de volta ao seu lugar, mas não conseguia parar quieta. Ela ajeitava o guardanapo, mexia nos talheres, os olhos fixos no meu anel como se ele fosse hipnotizante.

— Então... — Ela começou, inclinando-se para frente. — Quando? Quando vocês pretendem se casar? Precisamos ver as datas na Catedral. O Plaza deve estar lotado, mas com o nome Winter, conseguimos um encaixe. Primavera? Outono? Outono é chique, mas a primavera tem as peônias...

Troquei um olhar rápido com Damian. Ele ergueu uma sobrancelha, desafiando-me a negar o casamento glamouroso que ela deseja.

Respirei fundo. Aqui vamos nós.

Casal 2: 99 - A sedução de uma carta branca 1

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