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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

MARKUS BLACKWOOD

A casa estava em silêncio quando saí do quarto, às 06:20 da manhã.

Caminhei na ponta dos pés pelo corredor, carregando meus sapatos na mão para não fazer barulho no piso. Eu me sentia um ladrão dentro da minha própria casa.

Parei na porta da sala de estar.

Não ousei olhar para o corredor dos quartos de hóspedes, onde Mark estava dormindo. A presença daquele menino na minha casa parecia ter alterado o ambiente.

Ontem à noite tinha sido um desastre. O jantar foi macarrão com queijo que a Sra. Higgins improvisou. Mark derrubou suco no meu tapete mais caro e chorou antes de dormir perguntando pela mãe. Eu não soube o que fazer. Fiquei parado na porta do quarto, rígido, enquanto Higgins o acalmava.

Calcei os sapatos no elevador e apertei o botão para a garagem.

Quando as portas se fecharam, soltei o ar. Senti alívio de estar saindo, de estar fugindo para o meu escritório, onde os problemas eram solúveis.

No carro, enquanto o motor do Aston Martin rugia pela FDR Drive vazia, peguei o tablet no banco do passageiro.

— Vamos ver quem vai me salvar... — Murmurei.

A Sra. Higgins tinha feito o impossível e contatado a agência de elite na noite anterior. Havia dez currículos na minha caixa de entrada.

Descartei os três primeiros no primeiro sinal vermelho. Jovens demais. Inexperientes.

O quarto currículo parecia promissor. Sra. Kowalski. 50 anos. Especialista em desenvolvimento infantil. Fala três línguas. Referências da família real saudita.

— Contratada. Ou quase. — Marquei o perfil dela.

Selecionei mais três candidatas com qualificações similares. Mulheres que pareciam generais de exército disfarçadas de babás. Era disso que Mark precisava. Disciplina e Rotina. Alguém que soubesse o que fazer quando ele chorasse, porque eu certamente não sabia. Espero que Patrícia volte em um mês.

Enviei a lista para Higgins com uma mensagem curta: Entreviste essas quatro hoje à tarde. Contrate pelo dobro do que ela pedir se tiver disponibilidade para ficar durante algumas noites.

Cheguei ao hospital às 06:45.

O saguão ainda estava calmo, com a equipe da noite trocando de turno com a equipe do dia. Entrei no elevador executivo. Apertei o botão do último andar.

As portas estavam quase fechando quando uma mão as impediu.

— Segura, por favor!

As portas se reabriram e Leah Hampton entrou.

Ela estava... bonita. Calça de alfaiataria preta, uma blusa de seda creme e um jaleco branco no braço. O cabelo estava preso, mas alguns cachos rebeldes escapavam, emoldurando aquele rosto que, irritantemente, não tinha saído da minha cabeça ainda.

Ela parou quando me viu. Os olhos castanhos se arregalaram discretamente.

— Bom dia, Sr. Blackwood.

— Bom dia, Dra. Hampton. — Assenti. — Pronta para o primeiro dia de reinado?

— Pronta.

O elevador começou a subir.

Estávamos sozinhos e o espaço, que normalmente parecia amplo, de repente ficou minúsculo. Eu podia sentir o cheiro do perfume dela, era algo floral, sutil, mas que cortava o cheiro estéril do elevador. Não era enjoativo. Era... muito bom.

O elevador parou no segundo andar.

As portas se abriram e uma multidão de internos e enfermeiros entrou, conversando alto, segurando copos de café e tablets.

— Com licença, com licença... — Eles foram entrando, nos empurrando para o fundo da cabine.

Casal 3: 14 - Mortes suspeitas 1

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