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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

LEAH HAMPTON

O caminho até a sala de espera reservada para as famílias parecia ter quilômetros de extensão. Meus pés, normalmente ágeis nos tênis confortáveis, arrastavam-se como se eu estivesse usando botas de chumbo.

Markus caminhava ao meu lado. Ele não tentou segurar meu braço ou me guiar, respeitando meu espaço, mas sua presença era como uma parede de concreto contra o vento forte que tentava me derrubar. Ele tinha ajeitado o terno, passado a mão pelo cabelo e se recuperado completamente, mas eu sabia que, por baixo, ele estava tão furioso quanto eu.

Chegamos à porta da sala privada. O som abafado de choro atravessava a madeira.

— Deixe que eu fale primeiro. — Markus disse, baixo, perto do meu ouvido.

— Eles são meus pacientes, Markus.

— E este é o meu hospital. A falha de segurança foi minha. — Ele colocou a mão sobre a minha na maçaneta. — Vamos fazer isso juntos, mas eu levo a pancada inicial.

Assenti, engolindo o nó na garganta.

Entramos.

Havia cerca de dez pessoas ali. A namorada de Jonas, os pais dele que tinham acabado de chegar, o marido da Sra. Miller, a esposa do Sr. Takagi e possivelmente parentes dos outros dois que morreram em outro setor.

Quando nos viram, o choro cessou momentaneamente, substituído por aquela expectativa aterrorizante. Eles queriam ouvir que foi um engano. Que seus entes queridos iam acordar.

Markus fechou a porta atrás de nós, garantindo privacidade absoluta.

— Boa tarde. Eu sou Markus Blackwood, Diretor Executivo do hospital. E esta é a Dra. Hampton, Chefe de Cirurgia.

A mãe de Jonas, uma senhora pequena com o rosto inchado, levantou-se.

— Onde está meu filho? Disseram que ele teve uma complicação... disseram que ele... — Ela não conseguiu terminar.

Dei um passo à frente, sentindo meu coração se partir em mil pedaços novamente.

— Sra. Alves... — Comecei, mantendo minha voz suave. — Jonas sofreu uma parada cardíaca súbita e irreversível. Nós tentamos reanimá-lo. Fizemos tudo o que era humanamente e medicamente possível. Mas... ele se foi.

O grito que ela deu não foi humano. Foi o som de uma alma sendo rasgada. O pai de Jonas a segurou antes que ela caísse no chão, ambos soluçando abraçados.

O marido da Sra. Miller, um senhor que segurava o chapéu com força nas mãos, olhou para mim com confusão.

— Mas... ela só caiu da escada. Ela estava rindo comigo no telefone uma hora antes. Ela ia para casa fazer torta. Como o coração dela parou?

Olhei para Markus. Ele assentiu imperceptivelmente.

— Sr. Miller, Sra. Alves, todos vocês... — Markus tomou a frente, ficando no centro da sala. — O que aconteceu hoje não foi uma fatalidade médica comum. Nem foi negligência da equipe que cuidou dos seus familiares.

Ele fez uma pausa, garantindo que todos estivessem ouvindo.

— Foi um crime.

O choro parou e os olhares se tornaram surpresos e incrédulos.

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