LEAH HAMPTON
— TEQUILA!
O grito de Stella ficou acima da batida eletrônica ensurdecedora da boate.
Estávamos no The Box, um dos lugares mais exclusivos de Manhattan. Como entramos na área VIP? Eu não fazia ideia, mas suspeitava que o charme agressivo de Lizzy e o decote vertiginoso de Stella tinham algo a ver com isso.
— Eu não vou beber tequila! — Gritei de volta, tentando ser a voz da razão. — Amanhã eu tenho plantão!
— Amanhã é sexta-feira! — Lizzy rebateu, empurrando um copo pequeno na minha mão. — E você é a Chefe agora! Vira!
Olhei para as minhas duas melhores amigas.
Stella usava um vestido de lantejoulas douradas e parecia uma deusa nórdica em férias. Lizzy estava com um macacão de couro preto que a fazia parecer uma espiã sexy. Ambas eram mães, ambas eram casadas, e ambas estavam desesperadas por uma noite longe de fraldas, maridos e responsabilidades.
Elas tinham deixado as crianças com os pais e declarado que esta seria a "Noite das garotas". E aparentemente eu era o projeto de caridade delas. A solteirona bem-sucedida que precisava "ser salva" da seca.
— Pela amizade e pelos maridos que estão sofrendo em casa! — Stella brindou.
— Saúde! — Viramos os shots.
O líquido queimou descendo pela garganta, mas o calor que se seguiu foi agradável. O sal e o limão ajudaram.
— Ok, missão número um! — Lizzy gritou, virando-me em direção à pista de dança lotada. — Vamos achar um homem para a Dra. Hampton.
— Eu não preciso de um homem, Lizzy! — Ri, balançando a cabeça. — Estou ótima.
— Silêncio, estamos analisando os alvos. — Stella disse, observando a multidão como um falcão. — Olha aquele ali. O de camisa social. Tem cara de advogado. Combinação perfeita.
— Ele está usando mocassins sem meia. — Fiz uma careta. — Passo.
— Você é muito exigente! — Lizzy reclamou.
Dançamos por meia hora enquanto elas apontavam outras opções que fiz questão de descartar. Até sentir uma mão no meu ombro.
Virei-me.
Havia um homem parado ali. Alto, moreno, sorriso de comercial de pasta de dente. Ele usava um terno caro sem gravata e segurava dois drinks.
— Oi! — Ele gritou sobre a música. — Eu estava te observando do bar. Você tem uma energia incrível!
Sorri educadamente.
— Obrigada. — Respondi, sem parar de dançar.
— Sou o Jason. — Ele estendeu um dos drinks para mim. — Gin tônica com pepino. Aceita?
Stella e Lizzy pararam de dançar e me olharam com olhos arregalados, fazendo sinais de "vai, pega, ele é gato!".
Olhei para o Jason. Ele era bonito. O tipo de cara que eu teria levado para casa seis meses atrás para uma noite divertida e esquecível.
Mas então, a imagem de Markus veio à minha mente, ainda não tínhamos nada sério e nada me impedia de me divertir...

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!