LEAH HAMPTON
Passamos em casa e tomei banho, agora tinha minha bolsa com roupas para o dia seguinte jogada no banco de trás, e minha mão descansava casualmente na coxa dele enquanto Markus dirigia.
Quando o elevador se abriu na cobertura, fomos recebidos por um aroma delicioso de assado e pelo som de desenho animado.
— Leah! — Mark gritou assim que nos viu, abandonando seus carros de corrida no tapete e correndo em nossa direção.
O abraço dele nas minhas pernas foi tão espontâneo e caloroso que senti o último vestígio do estresse do dia derreter. Olhei para Markus, que observava a cena com um sorriso suave, aquele olhar de "pai orgulhoso" que ainda parecia novo e um pouco desconfortável nele, mas incrivelmente atraente.
— Oi, Mark! — Abaixei-me para ficar na altura dele. — Como foi o seu dia?
— Fiz uma garagem! — Ele apontou para uma estrutura de livros e almofadas. — E a babá me deixou comer dois cookies.
— Dois? Que rebelde. — Pisquei para ele.
Markus dispensou a governanta e a babá, agradecendo, e ficamos só nós três.
O jantar foi tranquilo. Sra. Higgins tinha deixado um rosbife com batatas que estava divino. Comemos na mesa da cozinha, menos formal do que a sala de jantar, rindo das histórias de Mark sobre a escola e sobre como ele achava que a babá era, na verdade, uma robô disfarçada porque ela nunca piscava. Isso me deixou curiosa, quando tiver chance vou focar nos olhos dela.
— Vamos lá, hora de escovar os dentes. — Markus anunciou, recolhendo os pratos.
— A Leah pode ir comigo? — Mark perguntou, esperançoso.
— Claro. — Respondi antes que Markus pudesse dizer algo. — Eu também preciso escovar os meus.
Peguei a escova na minha bolsa e fomos para o banheiro dele, que era decorado com toalhas do Batman. Ficamos lado a lado na frente do espelho. Mark subiu no banquinho para alcançar a pia.
— Círculos, entendido? — Falei, colocando pasta na escova dele.
— Círculos. — Ele repetiu, sério.
Escovamos em sincronia, fazendo espuma e caretas no espelho.
Quando terminamos e enxaguamos a boca, Mark me puxou pela manga da camiseta.
— Leah, você sabe jogar Mario Kart?
— Se eu sei? — Ri maldosamente, secando as mãos. — Garoto, eu sou a rainha da Rainbow Road.
Os olhos dele brilharam como faróis.
— O meu pai é muito ruim. Ele sempre cai na lava. Você quer jogar comigo?
— Seria uma honra. — Fiz uma reverência.
Fomos para a sala. Markus estava terminando de colocar a louça na máquina quando chegamos.
— O que vocês estão tramando? — Ele perguntou, encostado no batente da porta, secando as mãos num pano de prato.
— A Leah vai jogar! — Mark anunciou, pulando no sofá e ligando o console. — E ela disse que é a rainha.
— Rainha, é? — Markus ergueu uma sobrancelha, desafiador. — Veremos. Mas antes, eu preciso de um banho. Vocês dois estão banhados e cheirosos, eu ainda estou com cheiro de hospital.
— Vai lá, fedorento. — Falei e Mark riu.
— Fedorento... — Markus balançou a cabeça, fingindo ofensa, mas lançou um olhar para mim que prometia vingança. — Volto em vinte minutos.
Ele saiu, eu me acomodei no sofá ao lado de Mark e peguei o controle extra.
A música do menu começou a tocar, aquela melodia alegre e nostálgica.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!