Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

MARKUS BLACKWOOD

TRÊS MESES DEPOIS...

No meu trabalho, um trimestre é tempo suficiente para avaliar o crescimento de uma fusão, projetar lucros e ajustar estratégias. Na minha vida pessoal, no entanto, os últimos três meses tinham sido uma aquisição hostil e incrivelmente bem-vinda do meu espaço, da minha rotina e do meu coração.

Eu estava parado na porta do meu próprio banheiro, observando a bancada de mármore negro que, até pouco tempo atrás, ostentava apenas minha escova de dentes, um creme de barbear importado e um frasco de perfume.

Agora parecia o balcão de uma farmácia de luxo.

Havia potes de cremes noturnos, diurnos e para áreas dos olhos que eu nem sabia que precisavam de hidratação específica. Havia grampos de cabelo espalhados por toda parte. Havia um secador com difusor que parecia uma arma alienígena. E, num copo de cerâmica que definitivamente não combinava com a decoração minimalista do apartamento, duas escovas de dentes repousavam lado a lado. A minha, preta e a dela, roxa e vibrante.

Leah tecnicamente ainda mantinha o apartamento dela. Ela pagava o aluguel e suas contas estavam em dia. Mas ela praticamente morava aqui.

E a prova definitiva não estava no banheiro. Estava na sala de estar.

Caminhei até a sala, abotoando os punhos da camisa social.

Leah estava sentada no tapete, vestindo apenas uma das minhas camisetas. Ela estava tentando enfiar um boneco do Batman dentro da mochila de couro chique que ela usava para trabalhar.

— Bom dia, Dra. Hampton. — Falei, apoiando-me no batente da porta e apreciando a vista das pernas dela. — Está contrabandeando vigilantes de Gotham para o hospital?

Ela levantou a cabeça, soprando uma mecha de cabelo cacheado que caía sobre os olhos.

— Bom dia, Sr. Blackwood. — Ela sorriu, iluminando minha manhã. — O Mark insistiu que o Batman precisava de um check-up médico porque caiu da "Torre da Justiça" — ela apontou para o sofá — ontem à noite. Prometi que faria uma ressonância nele no intervalo do almoço.

— Você vai levar um brinquedo para o Trauma Center? — Ergui uma sobrancelha, divertido. — O Sterling vai adorar isso. Vai dizer que você está perdendo o juízo.

— O Sterling pode ir lamber sabão. — Ela fechou o zíper da bolsa, que agora estava estufada com o Justiceiro Mascarado. — E além disso, eu tenho autorização do Diretor Executivo para usar os equipamentos em casos de extrema importância. A saúde do Batman é uma prioridade nacional.

Ela se levantou, esticando-se. A camiseta subiu perigosamente.

— Por favor, que isso seja só uma brincadeira, se não vou achar também que minha namorada ficou doidinha.

— É claro que é brincadeira. Quem faria ressonância em um brinquedo?

Fui até ela, envolvendo sua cintura e puxando-a para um beijo de bom dia.

— Você vai se atrasar. — Murmurei contra a boca dela, sem a menor vontade de soltá-la.

— Você é o chefe. Me dê uma dispensa.

— Tentador. Mas temos uma reunião de orçamento às nove.

Leah suspirou, encostando a testa no meu peito.

— Vida adulta é uma droga. Eu queria ficar aqui, fazendo conchinha e assistindo desenho com o Mark.

— Eu também...

E era verdade. A intimidade que tínhamos construído não era apenas sexual, embora o sexo continuasse sendo uma descoberta constante e explosiva. Mas eu também amava essa coisa de acordar com o pé gelado dela na minha perna. Discutir o cardápio do jantar e a sensação de pertencimento.

Mark apareceu no corredor, esfregando os olhos, ainda de pijama de dinossauro, arrastando seu cobertor favorito.

Casal 3: 53 - Apenas Haagen-Dazs 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!