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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

LEAH HAMPTON

Mãe.

Não foi um erro de pronúncia. Não foi um balbucio confuso, mas não tive tempo de processar a magnitude daquilo.

Mark estava sangrando. Ele estava com dor. E ele tinha me escolhido como seu socorro.

Puxei-o do chão ignorando o sangue que manchava minha camiseta branca favorita. Ele enterrou o rosto no meu pescoço, soluçando, o corpinho quente tremendo contra o meu.

— Markus, cadê a maleta de primeiros socorros?

— Eu levo, vai para o banheiro da suíte.

Carreguei Mark para o andar de cima, subindo os degraus de dois em dois. Ele era pesado para quatro anos, mas a adrenalina fazia com que parecesse uma pluma.

— Dói... — Ele choramingou, agarrando meu cabelo.

— Eu sei, meu amor. Eu sei que dói. — Sussurrei contra a orelha dele, beijando sua têmpora enquanto entrava no banheiro. — Mas nós vamos consertar isso. Você foi muito corajoso e pulou igual ao super-cão.

Coloquei-o sentado na bancada. Ele tentou se encolher, escondendo o rosto de novo.

— Ei, olha pra mim. — Segurei as mãozinhas dele suavemente, afastando-as do queixo. — Eu preciso ver o estrago.

Markus entrou no banheiro trazendo a caixa laranja de emergência.

— Está muito ruim? — Markus perguntou.

Analisei o corte. Era na parte inferior do queixo. Sangrava bastante, mas cortes faciais sempre sangram muito devido à vascularização, as bordas eram limpas.

— É profundo, mas reto. — Diagnostiquei rapidamente. — Não vai precisar de pontos se ele colaborar. Vamos usar cola cirúrgica e fitas de sutura estéril.

— Vai doer? — Mark perguntou, os olhos cinzentos nadando em lágrimas, olhando para mim com uma confiança absoluta.

— Vai arder só um pouquinho, como uma picada de formiga. — Prometi, pegando uma gaze estéril para limpar o sangue. — Mas se você ficar bem quietinho e deixar eu limpar, prometo duas coisas.

Ele fungou, interessado.

— O quê?

— Primeiro: amanhã nós vamos ao parque. E você pode ir em todos os brinquedos, até naqueles que o papai acha perigosos.

Markus abriu a boca para protestar, mas eu lancei um olhar de repreensão para ele que o fez fechar a boca imediatamente.

— E segundo... — Continuei, limpando o sangue com delicadeza. — Você pode comer o que quiser no almoço. Hambúrguer, batata frita, nuggets de dinossauro. Sem brócolis.

Os olhos de Mark brilharam através das lágrimas.

— Até sorvete e chocolate?

— Até sorvete e chocolate.

— Tá bom. — Ele assentiu, estufando o peito num soluço final. — Eu fico quieto.

— Bom garoto.

Comecei a trabalhar. Markus ficou ao meu lado, passando as gazes, o antisséptico e a cola biológica.

Mark apertou a mão de Markus quando o antisséptico tocou a pele aberta, mas não se moveu.

— Pronto. — Apliquei a última fita adesiva, selando o corte perfeitamente. — Está novinho em folha.

Afastei-me para olhar. O curativo estava limpo e discreto.

Casal 3: 55 - Tratando o machucado e uma visita 1

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