MARKUS BLACKWOOD
A sala de estar da minha cobertura, que geralmente parecia uma página de revista de arquitetura minimalista, tinha sido invadida por um furacão vermelho e branco.
— Pai! Acabou o vermelho! — Mark gritou do outro lado da sala, segurando uma cesta de vime vazia de cabeça para baixo.
Ajeitei a gravata em frente ao espelho e respirei fundo, tentando acalmar o coração que batia num ritmo que eu não sentia desde a minha primeira cirurgia solo.
— Tem mais sacolas na cozinha, filho. — Respondi, verificando o relógio. 19:15. Leah tinha mandado mensagem dizendo que estava fechando a última caixa. Ela estaria aqui em trinta minutos.
Caminhei até a sala. O chão estava coberto por uma trilha de pétalas de rosas. Essa trilha começava na porta do elevador privativo e serpenteava até o grande janelão de vidro com vista para Manhattan.
Eu tinha encomendado mil e quinhentas rosas. O florista perguntou se era para um casamento. Eu disse que era para algo muito mais importante: convencer a mulher mais incrível que eu conhecia a ficar comigo para sempre.
Mark voltou correndo da cozinha, arrastando uma sacola gigante de pétalas brancas. Ele estava vestido com uma calça social preta em miniatura e uma camisa branca que eu tinha engomado pessoalmente. Ele parecia um mini-garçom de luxo, e estava levando sua tarefa muito a sério.
— Pai, a gente pode misturar o branco com o vermelho? — Ele perguntou, parando no meio do caminho. — Tipo o sorvete de creme com morango?
— Pode. — Sorri, agachando-me para ajudá-lo. — Acho que a Leah vai gostar da mistura.
Começamos a espalhar as pétalas brancas juntos. Mark jogava punhados para o alto, rindo enquanto elas caíam sobre sua cabeça.
— Você acha que ela vai dizer sim? — Ele perguntou de repente, parando a brincadeira.
Parei com a mão cheia de pétalas.
— Espero que sim, campeão. — Falei, sincero. — Eu comprei um anel bem bonito.
— Mas e se ela não quiser casar? E se ela só quiser ser namorada?


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!