LEAH HAMPTON
Essa manhã, a bolha de felicidade foi furada por um som estridente: o telefone de Markus tocando às 07:00 da manhã.
Estávamos na cozinha tomando café.
Markus atendeu colocando no viva-voz.
— Blackwood.
— Markus, é o Aris. — A voz do advogado preencheu a cozinha silenciosa.
Parei com a faca de manteiga no ar. Dr. Aris nunca ligaria cedo apenas para dar bom dia.
— Aconteceu alguma coisa?
— A fiança foi paga. — O advogado foi direto. — Patrícia saiu da detenção.
Olhei imediatamente para Mark, que estava distraído tentando equilibrar a banana na ponta do dedo. Graças a Deus ele não estava prestando atenção na conversa.
— Tão rápido? Ela desacatou um juiz, Aris.
— Eu sei. Mas o advogado dela alegou ré primária, estresse emocional e blá blá blá. O juiz concedeu a liberdade provisória, mas as restrições da guarda continuam firmes.
— E a visita? — Perguntei.
— A visita supervisionada está mantida para a próxima semana, Dra. Hampton. — Aris respondeu. — Se Markus impedir, ele pode ser penalizado. Patrícia tem o direito de ver o filho por quatro horas, na presença de um assistente social.
— Ok, obrigado por nos avisar. — Markus desligou o telefone e olhou para mim. — Isso não muda nada. A guarda é minha. Ela tem quatro horas, vigiada por um profissional do tribunal. Patrícia não pode nem falar algo impróprio sem que a visita seja encerrada na hora.
— Eu sei... mas ela é imprevisível. Você viu no tribunal. E se ela tentar algo? E se ela envenenar a cabeça dele?
— Ela não vai ter chance. — Markus garantiu. — Eu vou colocar segurança extra. E o assistente social já foi alertado sobre o comportamento dela. Qualquer deslize, e ela perde até essas quatro horas.
Olhei para Mark. Ele tinha conseguido equilibrar a banana e estava rindo sozinho.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!