MARKUS BLACKWOOD
— Duzentas pessoas?
— Ela olhou para mim. — A diretoria e a ala VIP não têm duzentas pessoas, Markus.
Chutei a canela de Henri por baixo da mesa. Ele fez uma careta de dor.
— Eventos beneficentes! — Intervi rapidamente. — O baile de gala do hospital. Precisamos pensar em escala, Leah.
— Ah. — Ela pareceu aceitar, mas os olhos dela continuaram analisando Henri. — Entendi. Bom, para duzentas pessoas, eu sugeriria trocar o risoto por batatas gratinadas. Risoto é trapaceiro em grandes quantidades. Fica grudento.
— Excellent! — Henri anotou num bloquinho. — Batatas. A senhora tem um gosto impecável. E sobre a sobremesa... temos duas opções. Um entremet de chocolate amargo com frutas vermelhas ou uma torre de profiteroles com creme de avelã.
Leah olhou para mim, desconfiada.
— Torre de profiteroles? Isso parece bolo de festa.
— É... Qual você prefere?
— O chocolate amargo. — Ela decidiu.
— Chocolate amargo será. — Henri anotou. — Merci, mademoiselle. Vou preparar a degustação final.
Quando ele saiu, soltei o ar. Estava quase no fim. Eu tinha o menu: Vieiras, Cordeiro com batatas e Entremet de Chocolate.
Leah tomou um gole de vinho, me observando por cima da taça.
— Você está suando, Markus.
— O vinho é forte. — Menti. — E você está linda. É difícil me concentrar.
Ela revirou os olhos, mas vi um sorriso pequeno brincar nos lábios dela. O gelo estava derretendo.
— Você acha que me engana, não é? — Ela disse, baixinho.
Meu coração parou.
— O quê?
— Essa história de "comida de hospital". — Ela balançou a cabeça. — Ninguém fecha o L’Orangerie para testar comida de paciente, Markus. Nem você.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!