MARKUS BLACKWOOD
Patrícia estava parada no início do corredor de pétalas brancas, como uma mancha vermelha no meio da nossa paz.
Senti cada músculo do meu corpo travar em modo de defesa. Sem pensar, movi meu corpo, colocando-me inteiramente na frente de Leah. Minha mão esquerda apertou a dela com força, enquanto meu braço direito se estendeu para trás, criando uma barreira.
— O que você está fazendo aqui, Patrícia? Quem deixou você subir?
— Eu sou a mãe do herdeiro Blackwood. — Ela deu de ombros. — Tenho meus meios. Eu só vim dar os parabéns ao casal feliz. Ou não pode? É uma festa privada demais para a ex-mulher e mãe do seu filho?
Olhei de relance para o lado. Mark.
Meu filho estava a poucos metros, os olhos arregalados de medo, segurando a barra da calça do meu cunhado. Alex, com seu instinto protetor, já estava se movendo. Vi quando ele, sutilmente, empurrou Mark para trás de uma das colunas decoradas com hera, ocultando a visão do menino.
Respirei um milímetro mais aliviado. Pelo menos ele não veria o rosto da mãe distorcido daquele jeito.
— Agradeço seus parabéns. — Respondi, calculando a distância entre nós. Eram dez metros. Longe demais para eu alcançá-la antes que ela fizesse algo ruim. — Agora, você pode se retirar. Por favor.
Fiz um sinal discreto com a cabeça para Damian que sinalizou para dois outros seguranças.
— Sra. Valente. — Damian disse, a voz firme. — Por aqui. Sem cenas.
Patrícia olhou para os homens grandes vindo em sua direção. Depois olhou para mim. E então, para Leah, que estava espiando atrás de mim.
— Não precisa desses gorilas para me acompanhar. Eu sei onde é a saída!
Ela levou a mão à bolsa de mão prateada que carregava.
Achei que ela fosse pegar um celular. Ou um lenço para fazer uma cena de choro. Mas o que saiu de lá brilhou sob as luzes do terraço com um reflexo metálico.
Uma arma. Pequena, prateada, apontada diretamente para o nosso altar improvisado.
— Ninguém se mexe! — Ela gritou.
A música parou e alguém soltou um grito abafado.
Os seguranças pararam instantaneamente. Vi as mãos deles irem para os coldres sob os paletós, sacando suas próprias armas, mas Damian levantou a mão livre, sinalizando para que não atirassem.
Havia dezenas de convidados. Colegas. Amigos. Médicos. Se houvesse um tiroteio cruzado ali, seria um massacre.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!