LEAH HAMPTON
Maldivas.
Eu já tinha visto fotos. Já tinha visto protetores de tela de computador e documentários de viagem. Mas nada, absolutamente nada, me preparou para a realidade de estar aqui.
O hidroavião nos deixou no píer privativo do resort há apenas trinta minutos, e desde então, eu sentia que estava vivendo dentro de um sonho. O céu era de um anil profundo, sem nuvens. O mar era uma colcha de retalhos de turquesa, esmeralda e safira, tão transparente que eu podia ver os peixes nadando lá embaixo sem nem precisar entrar na água.
E o nosso bangalô... bom, "bangalô" era uma palavra modesta demais. Era uma mansão suspensa sobre as ondas, com paredes de vidro e um deck infinito que parecia se fundir com o horizonte.
Corri pela sala de estar gigantesca, com meus pés descalços deslizando na madeira. O ar condicionado mantinha o interior deliciosamente fresco.
— Markus! Olha isso! — Gritei, parando em cima de uma placa de vidro no chão da sala. — Tem um tubarãozinho passando embaixo da gente!
Eu estava no paraíso com o homem mais incrível do mundo.
Encontrei Markus na área da cozinha, um espaço aberto com um balcão de mármore preto que brilhava sob a luz indireta. Ele tinha tirado o paletó e a gravata ainda no avião, e agora estava apenas com uma calça branca e a camisa social desabotoada até o meio do peito, as mangas dobradas até os cotovelos. Ele segurava um copo de água gelada, observando minha corrida frenética com um sorriso divertido nos lábios.
Corri em direção a ele e me joguei nos seus braços.
— Obrigada! — Exclamei, rindo, enquanto enlaçava o pescoço dele. — Isso é perfeito! É tudo perfeito!
Markus pousou o copo de água no balcão e seus braços fortes me envolveram imediatamente, me prendendo contra o corpo dele.
— Você merece, Sra. Blackwood. — Ele murmurou.
Sua boca de repente capturou a minha num beijo faminto, bebendo o meu sorriso. Minhas mãos foram automaticamente para o cabelo dele, puxando os fios, enquanto eu me fundia a ele.
Senti as mãos grandes dele na minha cintura, apertando com firmeza, e num movimento rápido e autoritário, ele me empurrou.
Minhas costas encontraram a borda fria do mármore do balcão. Markus pressionou o corpo dele contra o meu, prendendo-me ali. O quadril dele se encaixou no meu, e eu pude sentir a evidência clara do quanto ele me queria.
Seus lábios roçaram na minha orelha, causando arrepios.
— Sabe... — Ele sussurrou, senti a respiração quente batendo na minha pele sensível. — Quando eu vi as fotos desse lugar e notei a altura desse balcão, a primeira coisa que eu pensei não foi em tomar café da manhã.
— Não? — Perguntei, sem fôlego, tombando a cabeça para o lado para dar mais acesso a ele.
— Não. — Ele mordiscou o lóbulo da minha orelha, e minhas pernas fraquejaram. — Percebi que ele igualaria muito bem a nossa altura. Perfeito para fazer coisas muito melhores do que comer.
Um gemido escapou da minha garganta. A promessa na voz dele era suja e deliciosa.
A mão dele começou a subir pela minha coxa. Eu estava usando um vestido curto de verão, soltinho, que não oferecia resistência alguma. Os dedos dele traçaram um caminho de calor pela minha pele, subindo devagar, tortuosamente devagar, enquanto a boca dele descia pelo meu pescoço, chupando e marcando a pele ali.
— Markus... — Arfei, segurando os ombros dele.
— Shhh. — Ele silenciou meus protestos, se é que eram protestos. — Deixa eu cuidar de você.
A mão dele chegou ao topo da minha coxa e deslizou para baixo do tecido da calcinha de renda. Ele acariciou minha intimidade com uma pressão firme, e eu arqueei as costas, pressionando-me contra a mão dele. Eu já estava molhada. A simples presença dele, o cheiro dele, a realidade de estarmos ali... tudo conspirava para me deixar pronta em segundos.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!