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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

MARKUS BLACKWOOD

Os dias nas Maldivas flutuavam.

Aqui o tempo era irrelevante. O sol nascia, pintando o céu de tons impossíveis de laranja e rosa, e se punha num espetáculo de roxo. E entre esses dois eventos, existia apenas nós.

Leah e eu.

Desliguei o celular no momento em que chegamos e o tranquei no cofre.

Nossa rotina se tornou uma doce repetição de prazer, descanso e conversas que nunca tivemos tempo de ter. Descobri que Leah adorava frutas exóticas que eu nem sabia pronunciar o nome. Descobri que ela ficava com as sardas no nariz mais evidentes quando pegava muito sol. E descobri que a minha esposa tinha um apetite insaciável que rivalizava com o meu.

DIA 2: O DECK

Era o meio da tarde do terceiro dia. O sol estava alto, o calor era úmido, tropical, daquele que faz a pele brilhar de suor mesmo quando se está parado.

Leah estava deitada numa espreguiçadeira de madeira no nosso deck privativo, de bruços. Ela usava a parte de baixo de um biquíni preto minúsculo e tinha desamarrado a parte de cima para não ficar com marcas de sol nas costas. Um chapéu de palha gigante cobria a cabeça dela, e um livro estava esquecido no chão, ao lado de um drink de frutas que o gelo já tinha derretido.

Saí de dentro do bangalô trazendo um frasco de protetor solar.

— Você vai queimar, Sra. Blackwood. — Avisei, minha sombra caindo sobre as costas dela.

Ela resmungou algo ininteligível por baixo do chapéu, espreguiçando-se como uma gata.

— Estou com preguiça de passar o protetor nas costas... — Ela murmurou, com a voz sonolenta. — O serviço de quarto inclui aplicação de protetor?

Me sentei na beira da espreguiçadeira, perto do quadril dela.

— Para você, o serviço é VIP e exclusivo. — Derramei o protetor nas minhas mãos, esfregando-as para espalhar.

Toquei a pele dela. Ela estremeceu levemente, um arrepio visível percorrendo seu corpo. Comecei pelos ombros, massageando os nós de tensão que ela ainda carregava. Meus polegares trabalharam a musculatura, descendo pela coluna vertebral.

A pele dela estava quente pelo sol e macia como seda. Era viciante.

— Isso é bom... — Ela suspirou, virando o rosto para o lado, o chapéu caiu, revelando os olhos fechados e a boca entreaberta.

Minhas mãos desceram mais. Passei pela curva da cintura, apertando levemente, e cheguei à lombar. A parte de baixo do biquíni era apenas um triângulo de tecido preto.

A massagem, que começou terapêutica, mudou de intenção.

Não consegui evitar. Inclinei-me sobre ela, roçando meus lábios no ombro exposto.

— Markus... — Ela sussurrou, o tom de aviso, me parecia mais com um convite. — Alguém pode ver...

— Estamos no meio do Oceano Índico, Leah. — Respondi contra a pele dela, mordiscando a omoplata. — Só os peixes podem nos ver. E eles não são fofoqueiros.

Minha mão escorregou para a lateral do seio dela, apertando a carne macia contra o colchão da espreguiçadeira. Senti o mamilo dela endurecer contra a palma da minha mão.

Ela se virou um pouco, o suficiente para me olhar por cima do ombro. O sono tinha sumido dos olhos dela, substituído por aquela chama escura que eu adorava provocar.

— Você não consegue ficar cinco minutos perto de mim sem tentar tirar minha roupa?

— Ter a esposa nua é o maior objetivo da lua de mel. Por que eu tentaria resistir? — Sorri, puxando o tecido do biquíni para baixo, expondo as nádegas redondas e perfeitas dela. — Você é a visão mais linda que eu já tive. E olha que a vista daqui é espetacular.

Leah riu, mas o riso morreu quando eu me posicionei atrás dela. Eu ainda estava de bermuda de banho.

— Levanta um pouco. — Ordenei, segurando os quadris dela.

Ela obedeceu, ficando de quatro sobre a espreguiçadeira, os joelhos afundando no estofado macio. O sol batia diretamente nas costas dela, iluminando cada curva. Era uma imagem sagrada e profana ao mesmo tempo.

Abaixei minha bermuda, libertando-me. Eu já estava duro como pedra desde que a vi deitada ali.

Casal 3: 95 - Apetite insaciável 1

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