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Romance Proibido romance Capítulo 62

Emily

Depois do almoço, na sala com Letícia, eu já estou me sentindo bem melhor. Uma nova energia foi tomando conta de mim durante esse tempo em que estive com ela, como se uma transformação interna estivesse acontecendo. Meus olhos, agora, estão queimando de raiva.

Decidi. Vou ter uma conversa séria com Okan. Agora, mais do que nunca, é o momento de mostrar a ele que tudo o que vivemos teve consequências profundas e irreversíveis. O que menos temos que pensar é em nós mesmos e sim no futuro dessa criança.

Meu pai estava certo. Okan precisa saber! Ele não pode simplesmente seguir sua vida tranquilamente, enquanto meu filho cresce sem o sobrenome do pai em seu registro de nascimento.

Com a armadura de mulher forte, eu me despeço de Letícia sem contar a ela o que planejo fazer. Tenho medo de que, no meio de sua preocupação, ela diga alguma palavra errada que quebre a energia positiva que estou sentindo agora. Não vou ser como uma ratinha medrosa, tentando evitar o gato.

Eu sou forte e determinada. Agora, mais do que nunca, vou encarar Okan.

Levei vinte minutos para chegar ao hotel. Quando vi Okan com Sila, saí de lá arrasada, com o rabinho entre as pernas, totalmente transtornada, perdida em um turbilhão de emoções. Dirigi até a casa de Letícia como se estivesse em piloto automático, sem saber o que fazer ou para onde ir. Mas agora... Agora, estou diferente. Estou com a cabeça erguida, o orgulho lá no alto. Não sou mais aquela mulher vulnerável que deixou Okan me afetar. Eu estou agindo com clareza e determinação, simplesmente fazendo o que preciso fazer.

Okan

Consegui convencer Sila a esperar o táxi no meu hotel. Sua anulação como pessoa é tão profunda que, no momento em que a ajudei a se sentar no banco de passageiro, ela se virou para mim e disse que me perdoava pelo que fiz, alegando que a natureza do nosso noivado me fez fraquejar e que, se eu quisesse, ela estava disposta a voltar e continuar de onde paramos.

Quando ela disse isso, finalmente entendi o que me levou a me apaixonar por Emily: Ela nunca me diria algo assim.

Eu poderia ter simplesmente aceitado suas palavras, confortavelmente, para que meu pai não soubesse de nada, levando Sila em banho-maria até conversar com Emily. Mas não foi isso que fiz. Eu não consegui.

— Eu sinto muito, Sila, mas não haverá mais casamento. Se quiser, depois posso conversar com seu pai.

Eu me afasto da recepção, mas há uma dúvida que me corrói: Será que Emily vai me procurar depois de achar que a ignorei? Duvido.

Dentro do meu escritório, começo a pensar no que fazer. Meu pai... Como ele vai reagir ao que tenho a dizer? Como será quando ele souber que não haverá mais casamento? Eu quero muito poder assumir o que sinto por Emily, sem mais culpas, trazer ela para minha vida e finalmente conhecê-la como ela realmente é.

Preciso entender o que a levou até o hotel. Por que ela esteve aqui? Veio atrás da proposta que fiz a ela? Não, não acredito que tenha sido isso. Algo mais a fez vir me procurar... Mas o quê?

Emily... Sussurro o nome dela baixinho, fecho os olhos e sinto um arrepio percorrer meu corpo. A imagem dela, linda e cheia de força, aparece na minha mente. Um sorriso involuntário brota nos meus lábios, e por um momento, o peso que eu sentia desaparece, como num passe de mágica.

Allah! Ela esteve aqui no hotel. Não consigo acreditar que ela tenha me procurado. Agora, mais do que nunca, preciso entender o que está acontecendo.

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