Duck subiu na cama imediatamente, cheirou Ísis, deu uma volta curta e deitou aos pés da cama, como se tivesse assumido oficialmente o posto de guardião da noite.
Alex piscou algumas vezes, tentando entender se tinha realmente ouvido aquilo ou se ainda estava preso naquele estado turvo entre sono e sonho.
Isis estava sentada, o peito subindo e descendo rápido, como se tivesse corrido uma maratona emocional dentro da própria cabeça. As lágrimas ainda escorriam em silêncio, traçando caminhos desordenados pelo rosto.
— Isis… — ele murmurou, erguendo o tronco devagar. — O que aconteceu?
Ela respirou fundo, mas o ar entrou em soluços.
— Eu… eu sonhei com ele. — confessou, perdida. — Eu ouvi a voz dele… senti o cheiro dele… ele estava aqui…
A dor era tão palpável que Alex sentiu o estômago se contrair.
Ele pegou o celular no chão e se aproximou devagar.
— Vem cá… — disse, estendendo a mão.
Isis pegou a mão dele.
Alex sentou na beira da cama, e ela deslizou automaticamente na direção dele, como alguém que finalmente encontra um porto depois de quase se afogar.
— Não quero ficar sozinha… — ela sussurrou, encostando a testa no ombro dele. — Foi a primeira vez que sonhei com ele desde que se foi. Por favor… deita aqui comigo.
Alex deitou na cama e ajeitou o corpo para que ela se encaixasse melhor, passando o braço pelas costas dela com cuidado.
— Claro que deito. — respondeu ele, num tom baixo, quase um sopro. — Mas já avisando que se eu pegar no sono, não vale me acordar me dando golpe de MMA.
Isis soltou o ar como se estivesse segurando o mundo no peito. O corpo dela cedeu contra o dele. Como quem pede ajuda pela primeira vez.
Alex deslizou a mão pela nuca dela, sentindo sua pele quente, o cheiro leve de shampoo.
— Foi tão real, Alex… — ela disse, quase inaudível. — Tão real… Ele me abraçou… falou comigo… pediu pra eu seguir… mas… de repente… ele tinha sumido.
A voz falhou no final.
Alex fechou os olhos por um instante, absorvendo aquilo.
— Creio que esse sonho foi uma despedida. — murmurou ele. — Eu sei… dói qualquer perda, mas ele quer que você seja feliz. Pensa nisso. Agora descansa.
Ela levantou o rosto devagar. Os olhos vermelhos, confusos, frágeis.
— Muito obrigada…
Alex não respondeu de imediato. Apenas levou a mão até a cabeça dela e começou a fazer cafuné, com movimentos lentos, mas firmes o suficiente para dizer que ele estava ali.
Ísis fechou os olhos aos poucos, respirando mais fundo. O corpo foi desarmando centímetro por centímetro, como se cada toque dele desfizesse um nó dentro dela.
Ele sentiu o perfume dos cabelos dela subir leve, quente, e sem perceber, inclinou um pouco o rosto, como se quisesse guardar aquele cheiro.
Continuou o cafuné até a respiração dela ficar regular.
Em algum momento… não dava para saber qual… os movimentos dele foram diminuindo, a mão parando sobre os fios, e os dois simplesmente adormeceram assim.
Sem explicação.
Sem saber quem pegou no sono primeiro.
Duck como testemunha.
A luz suave da manhã atravessava as cortinas quando Liam despertou. Por um instante, ficou imóvel, tentando entender o que o corpo dele já sabia antes da mente processar. Estava deitado de conchinha com Olívia, o rosto encaixado na curvatura do pescoço dela, os dois completamente nus sob os lençóis macios.
Ele inspirou devagar, sentindo o cheiro do cabelo dela. A mão deslizou pelo corpo dela e parou no ventre, fazendo um carinho lento, protetor.
— Eu te amo, Olívia. — sussurrou no ouvido dela.
— Vamos tomar café… porque a vontade de me perder neste corpo está grande. — disse, arrastando a voz. — Temos que passar no meu avô.
O semblante de Olívia fechou na mesma hora.
— Pra quê vamos lá? Não quero ver a cara da Bárbara.
Liam deu um riso curto.
— Não precisa ficar com ciúmes… — disse, passando o polegar nos lábios dela. — Tem algo lá que você precisa pegar. Não pode faltar na viagem.
Ela franziu levemente o nariz.
— O quê?
Liam ergueu uma sobrancelha, divertido.
— Pensa que eu esqueci da foto?
Olívia soltou uma gargalhada gostosa, inesperada, que preencheu o quarto.
— Eu nem me lembrava!
— Eu não esqueço de nada. — respondeu ele, olhando para os lábios dela. — E você vai me pagar pela provocação daquele dia.
Ela puxou o corpo dele para mais perto, enroscando as pernas ao redor da cintura dele, a respiração acelerando.
— É mesmo? — sussurrou, arranhando levemente as costas dele. — Então começa a me mostrar, Liam Holt… O que você vai fazer?
— Isso. — respondeu ele, e não precisou de mais palavras.
Eles se perderam um no outro outra vez, o quarto preenchido por respirações quentes, mãos explorando caminhos já conhecidos, promessas silenciosas no toque.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...