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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 130

Um tempo depois, já de banho tomado, Liam e Olívia estavam sentados na cama tomando café.

— A sua demora no banheiro da boate tem a ver com a Laura? — perguntou, Liam casual demais para ser casual.

O copo parou no meio do caminho. Olívia piscou, devagar, preparando a resposta.

— Não sei do que você está falando… — murmurou, tentando manter a neutralidade.

Liam respirou fundo, como quem não queria discutir, mas também não aceitaria ser mantido no escuro.

— Mozão… — disse com calma, mas firmeza. — Eu não quero mais mentiras entre a gente.

Olívia encarou as próprias mãos por um segundo antes de responder.

— Teve, sim. Mas eu não posso falar o que é. Eu estaria traindo a confiança da minha cunhada.

Liam inclinou o corpo para frente, apoiando a mão na cama, o olhar firme.

— Olívia, eu não sou idiota. — disse, sem elevar o tom. — Minha irmã se envolveu com o Edgar. Ela acha que ninguém percebeu… mas eu sabia das madrugadas que eles passaram juntos.

Ele respirou fundo, desviando o olhar por um instante.

— Eu não me meti porque foi a fase em que a Laura mais ficou em paz. Ele fez bem pra ela. E eu sempre soube que aquelas brigas terminariam na cama.

Passou a mão pelos cabelos, o maxilar tenso.

— Aconteceu alguma coisa quando eu fiquei seis meses fora. Quando voltei, ele tinha sumido. Eu deixei isso morrer… até agora. — Ele estreitou os olhos. — Edgar voltou. E eles passaram a madrugada juntos. Nem preciso ligar para a segurança para confirmar o que estou falando.

Olívia colocou o copo de suco na bandeja.

— Mozão… sua irmã e o Edgar são adultos. — disse, tocando o braço dele. — Deixa que eles se resolvam. Se você perceber que alguma coisa vai sair do controle, aí sim você faz algo. Mas fora isso… eles precisam se acertar. Assim como foi com a gente.

Liam ficou em silêncio por um tempo. Não discordou, mas também não concordou.

Olívia o observou por alguns segundos, avaliando o silêncio pesado que se instalou.

Então pegou outro pedaço de fruta, buscando suavizar o ambiente.

— Nossa… — murmurou, saboreando o mamão. — Está uma delícia. Quer um pedaço, mozão?

No hotel, Laura abriu os olhos devagar, a respiração ainda pesada da madrugada intensa que tinham vivido.

Edgar estava sentado na beira da cama, de cabeça baixa, colocando o sapato. A postura dele não era relaxada. Era… tensa. Carregada. Como se o peso do mundo tivesse pousado nos ombros durante a madrugada.

— Bom dia, nego… — ela murmurou, a voz rouca, ainda sonolenta. — São que horas?

Edgar olhou por cima do ombro, forçando um sorriso breve.

— Vai dar dez horas da manhã. — respondeu.

Num impulso silencioso, Laura se levantou, caminhou até ele e se acomodou em seu colo. Seus braços rodearam o pescoço dele, e o beijo veio lento, profundo, como se ela quisesse congelar aquele instante antes que a realidade atravessasse a porta.

— Edgar… — disse, roçando o nariz no dele. — Eu amei tudo o que fizemos aqui. Nem tenho vontade de sair dessa suíte e voltar pra realidade.

Ele segurou a cintura dela, mas havia algo distante nos olhos.

— Já pedi seu café. — disse, num tom calmo demais, quase neutro. — Se arruma enquanto chega. Eu… tenho algumas coisas para resolver.

Laura recuou levemente o rosto, estranhando.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou, estreitando os olhos. — Você está diferente.

Edgar desviou o olhar, engolindo a resposta antes de moldá-la.

— Está tudo bem, Laura. — disse, levantando a mão para tocar o rosto dela, mas hesitou no meio do caminho. — Só tenho muitas coisas pra resolver.

Ela sentiu o estômago revirar. A Laura impulsiva, magoada, reativa — aquela que ele conhecia tão bem — emergiu.

Ela deslizou do colo dele, ficando de pé.

— Sei. — disse com um riso amargo. — Vou me trocar. E não quero café nenhum.

Começou a recolher suas coisas espalhadas pelo quarto, com movimentos rápidos, raivosos. Edgar levantou imediatamente e segurou a mão dela antes que ela saísse do alcance.

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