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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 131

A voz de Felipe ecoou firme, fazendo ambos virarem.

Laura respirou fundo, limpando qualquer vestígio de emoção do rosto. Quando respondeu, o fez com a postura erguida e um meio sorriso sarcástico, aquele que só aparecia quando ela se sentia ferida.

— Nada, pai. — disse, com a calma que contradizia tudo. — O Edgar já estava indo.

Ela olhou para Edgar ao dizer isso, uma provocação silenciosa carregada de orgulho e dor.

Felipe se aproximou e estendeu a mão para Edgar, sério, porém cordial.

— Quem é vivo sempre aparece. — disse. — Edgar, como vai?

Edgar apertou a mão do mais velho com respeito.

— Muito bem, senhor Felipe.

Felipe manteve os olhos fixos nele, observando cada detalhe.

— As brigas entre vocês… nem depois de adultos acabaram, pelo visto. — comentou, com uma ponta de ironia. — Mas diga, Edgar… como você está? Conseguiu se formar?

Edgar endireitou a postura.

— Sim, senhor. Sou cardiologista.

O rosto de Felipe se abriu em um sorriso raro, surpreso e genuinamente satisfeito.

Ele puxou Edgar para um abraço firme.

— Até que enfim uma boa notícia. — disse, dando leves t***s no ombro dele. — Faço questão de ter você trabalhando comigo.

Edgar, pego de surpresa, retribuiu o abraço com respeito.

— Muito obrigado, senhor Felipe. Foi difícil, mas consegui.

Felipe segurou os ombros dele ao se afastar.

— Sempre vi futuro em você, garoto. Você não sabe o quanto estou feliz com essa notícia. Até hoje não entendo por que seu pai resolveu ir embora daquele jeito… idoso, doente. Poderia ter te ajudado muito mais.

Edgar baixou o olhar por um segundo.

— O senhor sabe como ele era. — disse com calma. — Quando tomava uma decisão, não voltava atrás. Mas o importante é que me formei… e trabalho no que eu gosto.

Felipe concordou com um aceno satisfeito.

— Vamos entrar.

Laura imediatamente se intrometeu, cruzando os braços e lançando a Edgar um sorriso que ele conhecia bem demais. Aquele que sempre vinha carregado de segundas intenções.

— Pai… ele já estava indo. — disse, sem disfarçar a ironia. — Muitos compromissos para resolver. Inclusive em pleno domingo.

Virou o rosto ligeiramente para Edgar, a voz pingando veneno doce. — Sabia que homem ocupado fica até mais charmoso? Principalmente quando sobra pouco tempo para… dar explicações.

Felipe a ignorou com a naturalidade de quem está acostumado a lidar com o temperamento da filha. Pegou um cartão no bolso e estendeu para Edgar.

— Toma meu cartão. Me liga. Temos muito o que conversar. E não precisa me chamar de “senhor”. Somos colegas de profissão agora.

— Vou ligar sim. — respondeu Edgar. — Eu realmente preciso ir.

Felipe assentiu, satisfeito. Mas antes de se afastar, lançou uma frase que fez Laura cerrar os olhos.

— Laura está solteira. — comentou como quem fala do clima. — Leva ela para sair qualquer dia. Quem sabe você consiga colocar um pouco de juízo nessa cabeça.

Não tive filhos que seguissem meu legado… mas posso ter um genro.

O sorriso de Laura foi impecável. Frio. Fino. Mortal.

— Claro, pai. — disse, com veneno envolto em elegância. — O seu legado sempre em primeiro lugar. Nunca foi sobre a minha felicidade… não vai ser agora que você vai se preocupar com isso, certo?

Felipe franziu a testa, mas ela não parou.

— E só para seu governo… — continuou Laura, erguendo o queixo. — Eu não vou ser igual à mamãe. Amante na vida de um homem. Fica tranquilo. Esse papel eu não desempenho.

Ela virou as costas antes que qualquer resposta viesse e entrou pelo portão da mansão, sem dar chance para réplica.

Edgar observou a cena, o coração apertando no peito.

— Acabei me esquecendo de uma coisa… — disse para Felipe. — Me passa o número do telefone dela?

Felipe soltou um riso baixo e passou o número para ele.

— Tritão Temperamental.

— Tridente Selvagem da Quinta Avenida.

— Poseidon de Pavio Curto.

Frederico fez uma pausa, segurando um sorriso discreto. Aquele que entregava que, no fundo, ele estava mais orgulhoso do que gostaria de admitir.

— E o meu favorito: Poseidon de Pavio Curto.

— Posso ver? — Olga pediu, estendendo a mão.

Frederico entregou o celular. Assim que o vídeo começou, o rosto dela mudou.

— Meu Deus, Liam! — exclamou, a mão indo instintivamente ao peito. — Nem nas aulas de luta eu te vi com tanta fúria… Olívia, minha filha… por isso dizem que o primeiro amor é avassalador. Seu marido quase matou um homem por você.

Liam abraçou Olívia por trás, firme, possessivo, orgulhoso.

— Vovó… — murmurou contra o pescoço dela. — Eu nunca vou aceitar outro homem encostando no que é meu.

Olívia riu, inclinando levemente a cabeça para ele.

— Vovó Olga… o neto de vocês é extremamente possessivo e ciumento.

— Você também é. — Liam devolveu, dando um beijo no ombro dela.

Ela tocou o rosto dele com delicadeza, mas falou olhando para os avós.

— Mas agora, eu sei exatamente como amansar a ferinha.

Frederico se aproximou, apoiando as mãos nos ombros de Liam. Os olhos haviam suavizado e muito.

— Estou muito feliz por ver vocês assim… verdadeiramente bem. — disse, sincero. — Vocês se equilibram. Se completam. Agora só precisam ter sabedoria para não deixar o ciúme destruir o que estão construindo. Daqui pra frente… sabedoria, paciência, maturidade e amor. Vocês têm a minha bênção.

Olívia o abraçou com força, a voz quase embargando.

— Muito obrigada por tudo, vovô. — sussurrou. — Pode ter certeza que eu e seu neto, seremos muito felizes.

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