Liam fechou os olhos por um segundo.
— Você está deixando claro que seus sentimentos por mim não têm a mesma intensidade que os meus — disse baixo, exausto. — Estou percebendo que estou amando mais… e isso me faz acreditar que, em algum momento, vou acabar sozinho nessa relação.
Olívia o olhou, decepcionada, mas Liam não parou.
— Foi por isso que eu nunca quis entregar meu coração a nenhuma mulher. Porque, pra mim, amor sempre termina do mesmo jeito: traição, sofrimento… e morte.
Ela respirou fundo, como se juntasse os próprios pedaços.
— Amor não suporta uma terceira pessoa entre o casal — falou, com uma calma devastadora. — Isso esfria. Corrói. Vai matando aos poucos o relacionamento.
Ela ergueu o rosto, os olhos marejados, mas firmes.
— Quantas vezes mais eu vou pegar ela de lingerie? — a voz tremeu, mas não recuou. — Da próxima vez vai ser ela cavalgando em você?
Liam deu um passo para trás, como se a acusação tivesse atingido em cheio.
— Você está se colocando no meu lugar? — Olívia continuou, a voz embargada, porém determinada. — Está pensando em como eu estou me sentindo depois de tudo o que eu ouvi? Ver o amor da minha vida sendo tocado por outra?
— Se eu estivesse te traindo de verdade — ele respondeu, tentando manter o controle — você não reagiria assim. Você acha mesmo que, se eu estivesse aprontando, mandaria seu irmão te avisar onde eu estava e o que estava fazendo? Você precisa controlar esse ciúme.
Olívia soltou um riso cansado, sem humor.
— E você controla o seu? Claro que não. Se fosse meu ex que estivesse me tocando… — ela respirou fundo, exausta. — … você seria capaz até de me matar. — Ela levou a mão ao ventre instintivamente. — Eu não quero ter o mesmo destino da minha sogra. Não quero que nosso filho cresça cheio de traumas, sem uma mãe para guiá-lo em cada fase da vida dele. A história ruim da sua vida não vai se repetir no nosso pacotinho de amor.
As lágrimas escorreram sem que ela conseguisse conter. Liam se aproximou devagar.
— Vem cá… — disse baixo, puxando-a para um abraço.
Olívia desabou nos braços dele. O choro veio forte. Ele a envolveu por completo, apertando-a contra o peito.
— Eu não quero brigar com você, Olívia… — murmurou. — Se eu te fiz sofrer, quero que me perdoe. Não era a minha intenção. E, se te magoei com as minhas palavras, me perdoa também.
Ele afastou o corpo só o suficiente para segurar o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a encará-lo.
— Nunca mais duvide dos meus sentimentos por você. — disse, firme. — Eu não sei mais o que fazer pra você entender que eu não preciso de outra mulher na minha vida. Você me completa em todos os sentidos, vida.
O olhar dela vacilou. Liam se inclinou e a beijou. Foi um beijo cheio de sentimento. Profundo. Lento. Um beijo que carregava pedido de perdão, promessa e amor. As mãos dele seguraram o rosto dela com delicadeza, enquanto Olívia correspondia, ainda trêmula, mas inteira naquele momento.
Quando se afastou, ele encostou a testa na dela.
— A Bárbara não vai mais te perturbar. — afirmou. — Não vai mais entrar nessa mansão. E amanhã vou falar com o jurídico para iniciar os trâmites e encerrar o contrato com ela.
Olívia piscou, ainda sensível.
— Mas… ela tem contratos com outras empresas?

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