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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 225

A reação de Edgar foi imediata. Ele se virou bruscamente e avançou até ela, ficando a poucos centímetros de distância. O ar entre os dois se tornou pesado, sufocante. Eleonor chegou a recuar meio passo, mas sustentou o olhar, orgulhosa demais para admitir medo.

— Ouse tentar me impedir — disse Edgar, em tom baixo, controlado, mas perigosamente ameaçador. — A senhora está na mansão que foi comprada por esse “negro” aqui, que de miserável não tem nada.

Ele inclinou levemente o corpo para frente, impondo presença. A voz não subiu, mas cada palavra caiu pesada, irrevogável.

— Uma ligação… — fez uma breve pausa — e a senhora sai daqui presa. Só não faço isso porque não preciso do seu dinheiro como pagamento de indenização. E Luna não vai presenciar tragédias.

Os olhos de Edgar estavam frios, quase sem piscar.

— A vida vai te cobrar. E será com quem a senhora mais ama. — Respirou fundo, contendo a fúria que pulsava no peito. — Se tentar entrar no meu caminho, eu te derrubo como um rolo compressor. E te garanto que sua filha nunca mais verá a Luna.

O silêncio se instalou, pesado como uma sentença irrevogável.

— O que ela fez hoje mostra o quanto é desequilibrada — concluiu. — E eu tenho todo o direito de afastá-la da menina. Quero ver como Marcela vai reagir se a senhora for uma das causas de não poder criar a própria filha. — Fez uma última pausa, cruel e precisa. — Será que ela vai continuar te amando?

Eleonor o encarou, tomada pelo desprezo.

— Seu insolente…

Edgar não recuou um centímetro.

— É esse “negro” aqui, a quem a senhora chama de miserável e insolente, por quem sua filha morre de amor — rebateu, com frieza implacável. — Foi por mim que ela fez questão de armar uma gravidez. E não se esqueça: a sua neta tem o meu sangue correndo nas veias. Não ouse tentar questionar a minha autoridade sobre a minha filha. Luna tem pai. E tem um pai presente.

Edgar virou-se e subiu as escadas. Ao abrir a porta do quarto, a tensão se dissolveu parcialmente. Dona Rute dormia sentada na cama, o corpo inclinado de cansaço, enquanto Luna estava encolhida ao seu lado, envolta na coberta.

— Dona Rute… cheguei — disse ele em voz baixa. — Dona Rute…

A empregada despertou sobressaltada, levando a mão ao peito.

— Desculpa, senhor Edgar… acabei dormindo.

— Não tem problema — respondeu ele com suavidade, aproximando-se da cama. — Muito obrigado por ter cuidado dela. Pode tirar o dia de folga hoje.

Ele pegou Luna no colo com cuidado, ajeitando melhor a coberta ao redor do corpo pequeno. A menina se mexeu levemente, mas não acordou.

— Esqueci de ligar pro senhor e avisar que a avó da menina estava aqui — sussurrou Dona Rute, visivelmente constrangida.

— Não tem problema — respondeu ele, sem demonstrar surpresa. — Pode me ajudar com a mala?

Edgar desceu as escadas com Luna nos braços. Passou por Eleanor sem sequer lançar-lhe um olhar. Abriu a porta e saiu da mansão.

Do lado de fora, Laura já havia saído do carro. Assim que viu a menina, aproximou-se instintivamente.

— Amor, eu vou atrás com ela — disse, com cuidado. — Bom dia, dona Rute.

— Bom dia. — respondeu a empregada com um sorriso sincero. — A senhora é mais linda pessoalmente. Senhor Edgar tem muita sorte.

Laura sorriu, tocada.

— Não precisa me chamar de senhora. E obrigada pelo elogio… e por cuidar da Luna. Eu sei que isso não era sua função. — respondeu ela tocando no ombro de dona Rute. — Pelo visto, acabei sendo promovida sem aviso prévio.

O clima suavizou, e todos sorriram.

— Você é o pecado mais delicioso e viciante que eu tenho.

Edgar manteve as mãos firmes no volante com atenção na estrada. Ele respirou fundo e sentiu o maxilar se contrair, denunciando o efeito das palavras dela.

— Eu ouvi — disse, sem desviar o olhar. — E a recíproca é verdadeira.

Eles chegaram à cobertura. Edgar levou Luna no colo até o quarto e a acomodou com cuidado na cama. Ao sentir o colchão, ela se remexeu e abriu os olhos, ainda sonolenta.

— Papai… o senhor chegou… — murmurou, com a voz embargada de sono.

Edgar sorriu, sentando-se ao lado dela. Passou a mão de leve pelos cachinhos espalhados no travesseiro.

— Cheguei, meu amor. E te trouxe pra minha casa — respondeu em tom baixo. — Volta a dormir. Mais tarde nós vamos brincar bastante.

Luna estendeu a mãozinha na direção dele.

— Deita comigo, papai…

Edgar hesitou por um segundo, depois cedeu.

— Só até você pegar no sono, minha princesa.

Ele se deitou ao lado dela. Luna virou-se imediatamente, encaixando o corpo no dele e segurando sua mão com força, como se precisasse daquela certeza. Edgar beijou o topo da cabeça dela e, com a outra mão, fez um carinho lento e protetor, sentindo a respiração da filha se acalmar pouco a pouco. Quando viu que Luna havia dormido, começou a sussurrar para ela.

— Você é meu amor, minha vida. Nasceu pra ser feliz e para alegrar meus dias que eram tristes. Eu nunca vou te abandonar. Nunca se esqueça disso, Combinado?

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